PERDI O BONDE E A ESPERANÇA
O STF deu carta branca a Daniel Daniel Dantas, não é mesmo? Um leitor pergunta o que achei da decisão? Lamentável, claro. Mas não me surpreendi com o resultado. Dantas comprou o país de cabo a rabo, incluindo aí alguns ministros do Supremo. O crime no Brasil sempre compensou. Não é uma opinião, é um diagnóstico. Diante de tanta iniquidade me sinto como aquele sujeito oculto do poema de Drummond: Perdi o bonde e a esperança, volto pálido para casa.
Por tabela perdi totalmente a fé nas instituições brasileiras. Lembram de “God”, aquela música niilista de Lennon? Sou o próprio.
eu não acredito em mágica
eu não acredito em i-ching
eu não acredito em tarô
eu não acredito em Hitler
eu não acredito em Kennedy
eu não acredito em Buda
eu não acredito em mantra
eu não acredito em Gita
eu não acredito em yoga
eu não acredito em reis
eu não acredito em Elvis
eu não acredito em Beatles
eu só acredito em mim
Em Yoko e em mim
Para consolidar meu ceticismo descarteano aí vai uma notícia que acabo de ler em “O Globo”:
O motorista Roberto Costa Junior, de 28 anos, deve responder ao processo em liberdade. O juiz Wilson Marcelo Kozlowski Júnior, do 1º Tribunal do Júri da capital, alegou que o motorista não atrapalhou as investigações, por isso ele negou, por ora, o pedido do MP de decretação da prisão preventiva do acusado. Na denúncia feita pelo MP, o promotor considera que o crime, além de hediondo, merece reprimenda em grau máximo. O motorista deve ser solto ainda nesta sexta-feira.
De acordo com o juiz, ao contrário do que afirma o Ministério Público na denúncia, o réu não se comportou como foragido, visto que se apresentou voluntariamente, não criando qualquer obstáculo para as investigações, inclusive entregando para a perícia a arma que seria a do crime. Ainda segundo o juiz, o motorista é réu primário, tem bons antecedentes e foi descrito por testemunhas como uma pessoa tranqüila e com boa conduta, tendo conseguido estar na presença do empresário, em altas horas da noite, sem ser impedido por qualquer um dos seguranças e até mesmo o porteiro. Testemunhas do crime, serão ouvidos em uma audiência marcada para 26 de novembro.
Na quinta-feira, o motorista, que responde por homicídio qualificado, foi denunciado pelo Ministério Público do Rio. Segundo a denúncia, Costa Junior, que trabalhava para o neto de Sendas, agiu consciente e voluntariamente, com intenção de matar. Para o promotor Marcos Kac, o crime foi cometido por motivo fútil e dificultou a defesa da vítima, que tinha mais de 60 anos de idade.
O assassinato aconteceu no dia 20 de outubro com um tiro na cabeça. De acordo com depoimento do motorista à polícia, o motorista temia perder o emprego porque o neto de Sendas, para o qual dirigia, mudou-se para os Estados Unidos. No dia seguinte ao crime, Roberto Costa Júnior disse em depoimento exclusivo à repórter Vera Araújo que a arma escorregou da sua bermuda quando ele fora pedir ajuda financeira ao empresário. Sendas se assustou, tentou pegar a arma e houve o disparo acidental, mas o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) descarta qualquer possibilidade disso. De acordo com o resultado do laudo, o tiro foi dado a uma curta distância e o ferimento na mão esquerda da vítima comprova que o empresário tentou se proteger.
A suspeita da polícia é de que o motorista foi procurar Arthur Sendas para pedir ou exigir dinheiro. Roberto teria insistido muito para falar pessoalmente com o empresário e a conversa entre os dois não teria durado mais que alguns instantes, segundo depoimento de uma empregada. O motorista foi indiciado por homicídio doloso por motivo fútil, crime considerado hediondo e que prevê pena de até 30 anos. A polícia considera concluídas as investigações sobre a morte do Sendas.
Mais detalhes clique aqui.
Agora, leiam na íntegra reportagem de Rubens Valente, na ”Folha” desta sexta-feira. O título diz tudo: Há mais investigações sobre policiais da Satiagraha do que sobre o próprio Dantas:
Passados quatro meses da prisão e soltura do banqueiro Daniel Dantas na Operação Satiagraha, já existem mais apurações federais a respeito da própria operação do que investigações contrárias aos executivos do Opportunity.
A Satiagraha, deflagrada em 8 de julho passado, resultou até agora em dois inquéritos relatados pelo delegado Protógenes Queiroz: um trata de corrupção ativa (Dantas teria tentado subornar um delegado por US$ 1 milhão) e outro de suposta gestão fraudulenta do banco.
O primeiro inquérito deu origem a uma denúncia formulada pela Procuradoria da República e acolhida pelo juiz da 6ª Vara Federal Criminal, Fausto Martin De Sanctis. O segundo inquérito está sob avaliação na procuradoria e na 6ª Vara.
Em contrapartida, há pelo menos três apurações em andamento contra os investigadores da Satiagraha. Ao deixar o comando da operação, Queiroz denunciou que integrantes da cúpula da PF, em Brasília, boicotaram seu trabalho, ao negarem o envio do reforço pedido de 50 policiais.
Depois disso, Queiroz passou a ter de dar explicações à PF e hoje é alvo de pelo menos dois inquéritos. O primeiro foi aberto pela PF de Brasília, por ordem da direção-geral do órgão a partir de uma reportagem da revista “Veja” que afirmou ter havido suposto grampo ilegal contra o presidente do STF, Gilmar Mendes, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e integrantes do governo Lula.
O inquérito sobre o suposto grampo, cujo áudio ainda não apareceu, é tocado pelos delegados Wiliam Morad e Rômulo Berredo. Ao assumirem a função, eles foram apresentados a Mendes pelo diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa. Esse inquérito tem tratado de outro ponto da Satiagraha: se o uso de arapongas da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), requisitados por Protógenes Queiroz e sob conhecimento do então diretor-geral da agência, Paulo Lacerda, foi ou não legal.
Lacerda, que deixou a direção da Abin após a reportagem da “Veja”, passou a ser alvo também da CPI dos Grampos, na Câmara dos Deputados. Ele já teve que depor duas vezes. Em entrevista à “Veja”, o presidente da CPI, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), sugeriu que Lacerda poderá ser indiciado no encerramento da CPI.
Um segundo inquérito policial, aberto na Corregedoria da PF em Brasília, também mira o delegado Queiroz. Seu objetivo é averiguar supostos vazamentos à imprensa no decorrer da Satiagraha. Além do delegado, pelo menos outros dois policiais que atuaram na operação tiveram computadores e documentos apreendidos com ordem judicial, anteontem.
O juiz De Sanctis também passou a ser alvo de investigações. Já foi ouvido na CPI e no inquérito que trata do suposto grampo contra Mendes. O deputado Raul Jungmann (PPS) reclamou do juiz ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça). De Sanctis teria autorizado a entrega, a policiais, de senhas que poderiam dar acesso irrestrito a cadastros e históricos de ligações telefônicas. A reclamação foi arquivada em 15 de setembro. “Não vislumbro, no caso concreto, indicação de falta funcional a ensejar qualquer providência por parte do CNJ”, corregedor do CNJ, Gilson Dipp. No último dia 10, Jungmann recorreu da decisão.
De Sanctis também foi intimado pela Corregedoria do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região a pedido do ministro Mendes, para dar explicações sobre ordem de prisão dada contra Dantas. Ao mesmo tempo, os advogados do banqueiro entraram com uma petição no TRF para tentar afastar o juiz do caso Satiagraha. O pedido está sob análise no tribunal -a relatora já deu voto favorável ao juiz.




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7/11/08 às 15:26
Ailton, espere e verás: todo o grupo de policiais e juízes íntegros que trabalharam na Satiagraha serão condenados por “macular” os nomes de Daniel Dantas, Nahas, Pita, o supremoso Gilmar Mendes & Cia. E nós, cidadãos que esperamos por ética e justiça, ficaremos órfãos.
7/11/08 às 22:03
QUE PAÍS NOJENTO!
“Se querem me aniquilar, marquem o dia”, diz Protógenes
Protógenes Queiroz, delegado da Polícia Federal e ex-responsável pela Operação Satiagraha, que duas vezes prendeu o banqueiro Daniel Dantas, dono do Grupo Opportunity, aproveitou palestra que fez no fim da manhã de hoje na Universidade Católica de Brasília para desabafar e criticar pessoas que, segundo ele, favorecem a corrupção no Brasil. Queixou-se de estar sendo perseguido.
- Meus celulares, computadores e pen drives foram apreendidos – disse.
A apreensão aconteceu às 5h de quarta-feira, no quarto do Hotel Shelton, no Rio de Janeiro, e no apartamento do delegado em Brasília. A PF de Protógenes investiga se ele passou informações à imprensa em 26 de abril, quando a Satiagraha foi deflagrada.
- Os quatro colegas que chegaram ao hotel aquele dia de manhã não tinham um mandado de busca e apreensão e estavam indignados de fazerem aquele trabalho. Ninguém percebe que estamos passando por uma inversão de valores em que o investigador passa a ser o investigado? -, perguntou. E foi além:
- Eu já disse para eles, se querem me aniquilar, marquem dia e hora que eu vou comparecer. Cortem os pedacinhos e joguem no oceano Pacífico, para que eu não volte para perturbar vocês.
O delegado voltou a defender a condenação do banqueiro:
- Se ele não for condenado e preso, a Justiça estará desacreditada, vai ser um estímulo à corrupção no país – afirmou.
Durante a palestra, Protógenes fez questão de repetir que a Operação Satiagraha rachou o Brasil em dois: o lado dele, com a maioria, e o de Dantas, com os poderosos. E aí aproveitou para criticar o habeas corpus concedido ao banqueiro ontem pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF):
- Daniel Dantas tumultua tudo e sempre acaba conseguindo sair de foco. A busca na minha casa foi perto da liberação de Dantas de propósito. Isso faz parte da patranha armada pelo Supremo. Lá existe o pacto do silêncio -, acrescentou.
Protógenes falou livremente sobre o que queria. Foi irônico, criticou, falou da família, e garantiu que volta à área de investigações da Polícia Federal no próximo dia 26. E diz que “há um temor pela sua volta”.
Ao final da palestra, ele levantou o tom de voz e declamou o poema “Só de Sacanagem”, de Elisa Lucinda:
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo duramente para educar os meninos mais pobres que eu, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, Esse apontador não é seu, minha filhinha”.
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha ouvido falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba” e eu vou dizer: Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.
Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!
8/11/08 às 16:41
A Polícia Federal fez apreensão de documentos na residência do delegado Protógenes e no apartamento do hotel em que está hospedado. É a história do mocinho virar bandido. Agora, sabem quem autorizou a PF em vasculhar a residência do delegado, o juiz (?) Ali Mazloun que estava afastado da magistratura desde 2003, acusado de vender sentenças e provado na operação anaconda. Foi inocentado pelo Supremo (?) e voltou a exercer suas atividades. Está dando para entender o jogo podre em que está metido a justiça brasileira, tudo para livrar o Daniel Dantas, é aquela história, o supremo libera o juiz para perseguir o delegado. Existe hoje, no Brasil, um jogo muito perigoso para a democracia e para os avanços sociais e econômicos conseguidos nos últimos anos. Este jogo tem como objetivo trazer de volta ao poder, o que tem de mais podre e sujo dentro do sistema. Para isso, eles perderam totalmente a noção de ética, moral e respeito ao povo. Formaram uma grande quadrilha, com tentáculos no executivo, no legislativo e também no judiciário, principalmente, no supremo, com a certeza de toda divulgação e propaganda a seu favor da mídia mercantilista. Estão utilizando de todas as armas sujas, legais ou não, para atingir seus objetivos, transformando quem seja em mocinho e quem é responsável pela limpeza em bandidos. É necessário que todo o povo brasileiro, defendam os avanços conseguidos e a propriedade da nação, a dignidade do seu povo. Os abutres do poder, estão buscando usurpar o que o povo brasileiro tem de melhor, a sua honra. Precisamos acabar com a máfia existente no país. Está na hora do Lula usar seu prestígio e credibilidade junto ao povo brasileiro e conclama-lo à defesa dos nossos interesses, mas que isso,sair de sua passividade diante de tantas investidas sujas contra o seu governo e contra os interesses da nação, tirar do governo peças que fazem parte da podridão do poder, limpar a estrutura administrativa sob seu comando dos abutres e da grande máfia que opera hoje no país, para que o povo possa exigir que o legislativo e o judiciário faça o mesmo e o país possa livrar-se desta ameaça imunda que ronda o nosso país.
8/11/08 às 16:44
onde se lê, quem seja, leia-se …quem suja..
8/03/09 às 23:09
VEJA A MENTIRA
março 08th 2009 Posted to NOTICIARIO NACIONAL
Ao povo brasileiro e aos internautas a revista Veja, edição 2103, ano 42, nº 10, datada de 11 de março de 2009, anuncia em sua capa com título ” Exclusivo – A tenebrosa máquina de Espionagem do Dr. Protógenes; Veja teve acesso ao conteúdo do computador apreendido pela Polícia Federal na casa do Delegado do famoso caso Satiagraha; Protógenes bisbilhotou clandestinamente Senadores, José Dirceu, Mangabeira Unger, FHC, José Serra, o Presidente do Supremo-até a vida amorosa da Ministra Dilma Rousseff. “ No seu conteúdo as fls. 84/91 as informações mentirosas produzidas e assinadas pelos jornalistas Expedito Filho, Alexandre Oltramari e Diego Escosteguy, que quanto ao papel da liberdade de imprensa geral e irrestrita sou plenamente favorável, desde que se apure os excessos que por ventura venham atingir a honra das pessoas e fatos ali não verdadeiramente relacionados, sobretudo quando fabricam escândalos envolvendo altas autoridades e instituições ou Poderes da República.
Não é a primeira vez que estamos diante de fatos semelhantes publicados de forma bandida e irresponsável envolvendo situação anterior que provocou o desmantelamento do Sistema Brasileiro de Inteligência – SISBIN ( Gabinete de Segurança Institucional, Agência Brasileira de Inteligência; Inteligência das três forças militares – Marinha-Exército-Aeronáutica; Inteligência da Polícia Federal, e outros ). E aqui fica uma pergunta: A quem interessou tal fato ? Hoje vivemos num clima mercantilista corrupto em que a credibiliade de um órgão de imprensa que no passado teve sua importãncia histórica, hoje lamentávelmente constitui parte dessa engenharia política e comercial sórdida disponíveis a serviço de um poder até então não identificado, mas que possivelmente ultrapassam as nossas fronteiras.
Outro fato importante e criminoso é a divulgação ( fls. 85 da revista Veja, edição 2103, ano 42, nº 10, datada de 11 de março de 2009 ) de documento sigiloso de uma investigação presidida pelo Delegado de Polícia Federal Amaro Vieira Ferreira IPL 2-4447/2008 – DELEFAZ/SR/DPF/SP, além de levar ao conhecimento público do documento, revela a identidade nominal de dois oficiais de inteligência da ABIN, o que é gravissímo, não merece ser desprezado tal fato, pois a banalização fragilizam as Instituições no tocante a segurança externa do Brasil.
É oportuno registrar que nesse mencionado Inquérito Policial sou também investigado, mas em nenhum momento fui se quer ouvido ou exibido documentos e materiais apreendidos relacionados nos autos de busca e apreensão encontrados em minha residência, a fim de dirimir qualquer dúvida a respeito.
Com esse preâmbulo reflexivo passamos agora contrapor as mentiras ali lançadas na matéria acima indicada:
” Na semana passada Veja teve acesso a integra desse material. O conteúdo é estarrecedor e prova que o delegado centralizava o trabalho de uma imensa rede de espionagem que bisbilhotou secretamente desde a vida amorosa da ministra Dilma Rouseff até a antessala do presidente Lula, no Palácio do Planalto – passando pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo governador José Serra, além de senadores e advogados. Nos documentos encontrados na residência do delegado há relatórios que levantavam suspeitas graves sobre as atividades de ministros do governo, fotos comprometedoras que foram usadas para intimidar autoridades e gravações ilegais de conversas de jornalistas – tudo produzido e guardado à margem da lei. O material clandestino – 63 fotografias, 932 arquivos de áudio, 26 arquivos de vídeo e 439 documentos em texto – foi apreendido em novembro do ano passado pela Polícia Federal e estava armazenado em um computador portátil e em um pen drive guardado no apartamento do delegado no rio de Janeiro.” ( fls. 85/86 revista Veja, edição 2103, ano 42, nº 10, datada de 11 de março de 2009 )
É importante afirmar que em minha residência no Rio de Janeiro não foi apreendido nenhum documento ou material, nem tampouco computador contendo dados da operação Satiagraha, conforme se comprova no auto de busca e apreensão na ocasião da diligência.
As diligências de busca e apreensão na minha residência em Brasília e no Hotel onde me encontrava naquela ocasião resultaram na apreensão de documentos pessoais, poucos documentos e materiais referentes a atividade de inteligência vinculados a operação Satiagraha, pois ali estavam em razão de prestar esclarecimentos pós-operação policial as autoridades competentes vinculadas ao caso ( Ministério Público Federal e a Justiça Federal ). Outro ponto relevante e significativo é que todos os documentos encontrados foram coletados no estrito cumprimento da lei e da Constituição da República.
Os dados cobertos pelo sigilo coletados com autorização judicial e de conhecimento do Ministério Público Federal, em nenhum momento incluiu ou revelou a participação da Exma. Ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ex-ministro José Dirceu, do Chefe de gabinete da Presidência da República Gilberto Carvalho, do Senador Heráclito Fortes, do Senador ACM Jr., do Ministro Roberto Mangabeira Unger na investigação da Satiagraha.
“… Os policiais buscavam provas de ações ilegais da equipe de Protógenes, entre as quais o áudio da interceptação cladenstina de uma conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres. A existência do grampo foi revelada a VEJA em agosto do ano passado por um agente da Abin que participou da Operação Satiagraha como encarregado da transcrição de centenas de outras conversas captadas ilegalmente. O resultado final da investigação deve ser anunciado até maio, mas, pelo que já se encontrou nos arquivos pessoais de Protógenes, não resta sombra de dúvida sobre a extensão de suas ações ilícitas, cuja ousadia sem limite chegou á antesala do presidente Lula e a seu filho Fábio Luís.( fl. 86 revista Veja, edição 2103, ano 42, nº 10, datada de 11 de março de 2009 )
Quanto a essa falsa afirmação se resume na resposta oficial da decisão da Dra. Maria de Fátima de Paula Pessoa Costa ao exarar no IPL n. 2008.3400031634-9 da 10 ª Vara Federal Seção Judiciária do Distrito Federal dando conta de que o Delegado Protógenes não é investigado específico naqueles autos de investigação que apura o possível ”grampo cladestino que envolveu os nomes do Presidente do STF Gilmar Mendes e o Senador Demosténes Torres”, publicada de forma criminosa pela Revista Veja.
Os possíveis documentos – fs. 86, 88, 89 e 90 revista Veja, edição 2103, ano 42, nº 10, datada de 11 de março de 2009 – origináriamente advindos de investigações sigilosas da Polícia Federal, não merecem o mínimo de credibilidade, tendo em vista o teor mentiroso das informações ali lançadas de formato mentecapto.
Curiosamente na mesma edição criminosa da revista VEJA fl. 22 traz um excelente texto da festejada escritora Lya Luft com o título: ” NO PARAÍSO DA TRANSGRESSÃO “. Tal matéria traduz melhor o nosso sentimento em relação as notícias falaciosas.
“… Políticos sendo acusados de corrupção é tão trivial que as exceções se vão tornando ícones, ralas esperanças nossas. Onde estão os homens honrados, os cidadãos ilustres e respeitados, que buscam o bem da pátria e do povo, independentemente de cargos, poder e vantagens ? … Nessa nossa terra, muitos cidadãos destacados, líderes, , são conhecidos como canalhas e desonestos, mas, ainda que réus confessos ou comprovados, inevitavelmente se safam. Continuam recebendo polpudos dinheiros. Depois de algum tempo na sombra, feito eminências pardas, voltam a ocupar importantes cargos de onde nos comandam… Se invadir a casa de meu vizinho, fizer seus empregados de reféns, der pauladas na sua mulher ou na sua velha mãe e escrever nas paredes com excremento humano frases ameaçadoras, imagino que eu vá para cadeia. Os bandos de pseudoagricultores ( a maioria não sabe lidar na terra ) fazem tudo isso e muito mais, e nada lhes acontece: no seu caso, bizarramente, não se aplica a lei… Eis o paraíso dos transgressores: a lei é da selva, a honradez foi para o brejo, a decência te de ser procurada como fez há séculos um filósofo grego: ao lhe indagarem por que andava pela cidade com uma lanterna acesa em dia claro declarou: ” Procuro um homem honesto “. O que devemos dizer nós ? Temos pouca liderança positiva, raríssimo abrigo e norte, referências pífias, pobre conforto e estímulo zero, quase nenhuma orientação. A juventude é quem mais sofre, pois não sabe em que direção olhar, em que empreitadas empregar sua força e sua esperança, em quem acreditar nesse tumultuo de ideais desencontradas. Vivemos feito bandos de ratos aflitos, recorrendo à droga, à bebida, ao delírio, a alienação e à indiferença, para aguentar uma realidade cada dia mais confusa: de um lado, os sensatos recomendando prudência e cautela; de outro, os irresponsáveis garantindo que não há nada de mais com a gigantesca crise atual, que não tem raízes financeiras, mas morais: a ganância, a mentira, a roubalheira, a omissão e a falta de vergonha. E a tudo isso, abafando nossa indignação, prestamos a homenagem do nosso desinteresse e fazemos a continência da nossa resignação. Meus pêsames, senhores. Espero que na hora de fechar a porta haja um homem honrado, para que se apague a luz de verdade, não com grandes palavras e reles mentiras.