PÉROLAS AOS PORCOS
Este blog, não sei por qual razão, foi invadido por uns bocós que se dizem alunos do curso de medicina da UnP. Sim, os professores lá fingem que ensinam, os alunos fingem que aprendem. E tudo termina em axé music. Mãos à obra. Eles perguntam, eu respondo.
Eduardo Medeiros:
Caríssimo Ailton,
É fato velado a derrubada da Lei de Imprensa nº 5.250, de 9 de fevereiro de 1967.
Portanto, se EU, acadêmico de medicina, quiser “ser jornalista”, serei. Posso afirmar que faria bem menos julgamentos desnecessários como os que foram feitos aqui, e mais, posso concluir que sua frustração pela falta de realização pessoal na vida prejudica, e muito, as pessoas que visitam esse “website” e que julgam o Sr. como “formador de opinião”.
O Sr. deveria envergonhar-se de citar Edward Albee para “enriquecer” essa demagogia que para mim, e todos os acadêmicos de medicina, independente de “particulares” ou “privadas”, é puro resultado do ócio que te consome.
Porém, não se preocupe, quando precisar de um médico, talvez inconsciente, não vai deixar de ser atendido por nenhum dos meus futuros colegas, porque na nossa classe, que é indiscutivelmente superior a sua, nós temos ética.
COMENTÁRIO
Eu, frustrado? Tá me usando como espelho, Eduardo? O que você entende por frustração? Quer um conselho? Olhe-se no espelho. Olhe-se mais uma vez. Percebeu? Não? Procure ler Freud.
Frustração é apresentada pelo criador da psicanálise como “condição do indivíduo a quem é recusada ou recusa que a si mesmo a satisfação de uma experiência pulsional.”
Freud assinalava que os sujeitos se tornam neuróticos em decorrência de frustrações. Não é meu caso, rapaz.
Como me envergonhar de citar Edward Albee? Você queria que eu citasse algum jovem escriba? Ou Diógenes da Cunha Lima? Não, Eduardo, não vou baixar o nível deste blog para ser ”compreendido” por quadrúpedes de sua espécie. Me desculpa, tá?
Como você é calouro aqui, vou repetir, não sou de agradar quem quer que seja por pura simpatia. Quem quiser gostar de mim terá que me aceitar do jeito que sou.
Não escrevo para ser amado. Escrevo porque escrever me ajuda a pensar. Quem precisa ser amado é Roberto Carlos que tem um milhão de amigos.
Já tenho amigos suficientes para ser feliz. E lembrando Millôr, se eu consultasse médicos, já estaria morto há muito tempo. O segredo da longevidade é evitá-los o máximo possível. Minha mãe morreu com 90 anos sem precisar deles. Idem meu pai, com 85.
Arnaldo Fonseca:
Ailton, não fale besteira, na época da ditadura tinhas no máximo 15 anos. Não queira posar de perseguido pelos militares, que é patético. Quanto a ximbica, assino em baixo no que o fernando diz. Ele é truculento não é de hoje. Assiste certa vez no tempo em que o carnaval de Natal era realizado no América, uma briga de ximbica com Ivo Cabeção. Eram os dois valentões mais respeitados da cidade. Foi negócio de doido.
COMENTÁRIO
Arnaldo, a ditadura militar que eu saiba acabou oficialmente em 1985. Fui detido duas vezes por pedir, acreditem, eleições diretas para presidente, liberdade e justiça, a primeira em 1981, a outra dois anos depois.
É verdade que este escriba ainda era um garoto, mas consciente de sua cidadania. Afinal, pecar pelo silêncio quando se deveria protestar, transforma homens em covardes, não é mesmo?
Hugo:
O que eu acho mais engraçado é a gente estar descutindo umas besteira escrita em um blog qualquer, quem é Ailton Medeiros? Ha é um cara que julga o nivel intelectual das pessoas pelo o que elas escutam, quanto embasamente…Boa Sorte na sua mediocre profissão de blogueiro, enquanto eu estarei salvando vidas com o que aprenderei na unp, escutanto a musica que eu estiver afim de escutar…
COMENTÁRIO
Hugo, não sou médico, mas tenho uma vida muito confortável e prazerosa. Já vi os principais músicos do mundo ao vivo e se o meu medo de avião não fosse tão grande, todo ano iria a Paris e Nova York.
Mas me contento com o Rio e São Paulo, os dois únicos lugares onde o Brasil consegue ficar suportável. A propósito, se você, Hugo for tão bom médico como é com a língua portuguesa, tenho pena dos seus pacientes.



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8/10/09 às 14:46
Caro Ailton,
sou leitor assíduo do teu blog. No entanto, não entendi o motivo de toda esta confusão…
8/10/09 às 14:56
Se refere ao post que escrevi sobre a UnP.
8/10/09 às 14:56
Ailton,
Essa nojenta máfia do jaleco branco é igual a merda serenada, fede insuportavelmente.
8/10/09 às 15:56
Vc se não engana a ninguém mesmo…. Cita Freud, mas demonstra total desconhecimento ao negar ser neurótico. Se conhecesse mesmo a obra do pai da Psicanálise saberia que ele afirmava que todos nós somos nueróticos em maior ou menor grau.
8/10/09 às 16:00
Ailton e demais leitores, desculpem-me meter o bedelho onde não fui chamado e o lugar-comum, mas quando alguém fala que essa ou aquela profissão; esse ou aquele; isto ou aquilo é superior, me lembra um cara que nos anos 30 e 40 do recente século passado, achava que representava uma raça superior. E ética não deve se restringir às classes, categorias, instituições. Estas devem ter regras, essas coisas de conduta profissional. A ética humana está acima de qualquer uma dessas filigramas. É muito bom ter cuidado com o que escrevemos.
8/10/09 às 16:02
Ailton,
Sem essa de generalizar que a Unp “os alunos fazem de conta que estudam”. Lembre-se de Nelson Rodrigues. É impossível que só tenha canalhas. Eu garanto que não.
8/10/09 às 16:18
Maria Lúcia quer que eu traduza em Poti? Citei Freud ironicamente e sugeri ao bocó estudá-lo. Sinto muito desapontá-la, mas frustrado no sentido que o bocó sugere, sou não.
8/10/09 às 16:23
Silvio, alguns médicos se acham seres superiores. Minha mãe viveu 90 anos e nunca precisou deles. Meu irmão, com 57, também não. Espero chegar aos 120 anos de idade saudável feito uma criança. hehehehehehe
8/10/09 às 18:02
Soares, então, acabo de descobrir que o gênio está bem próximo de nós todos. – SOU EU!
Garanto-lhe uma coisa, não colo, nunca colei e, posso assegurar, não colarei, pois, acho mediocridade colar em qualquer exame, prova ou teste. Mas, também garanto-lhe “NUNCA PEGUEI NUM LIVRO PARA ESTUDAR – QUALQUER ASSUNTO (quando se relaciona a faculdade), dai concluo: “SEREI EU O CARA E AINDA NÃO SEI? – SERÁ QUE SEI E OU JÁ SABIA DE TUDO E TAMBÉM NÃO SABIA QUE ERA TÃO INSTRUÍDO? – INTERESSANTE É QUE DE VEZ EM QUANDO MINHAS NOTAS SÃO REPRESENTATIVAS, ALÍAS, EM TODA MINHA VIDA DE ESTUDO, NUMA SÓ OPORTUNIDA, NO 3º ANO PRIMÁRIO (1963/1965 – acho), COMPREI UM LIVRO DE GEOGRAFIA, DAI PRÁ CÁ, LIVRO DIDÁTICO, NÃO CONHEÇO NENHUM E, ESPERO, ATÉ O FINAL DO CURSO, TAMBÉM NÃO COMPRAR. OU SEJA = EU SOU GÊNIO!
ah ah ah – que coisa não? que descoberta!
Fui!
8/10/09 às 22:17
Procurei o post sobre a unp e não encontrei. Ele foi retirado?
9/10/09 às 1:36
Hemma, ai vai o link http://www.ailtonmedeiros.com.br/ferro-neles/2008/04/17/
9/10/09 às 6:50
VÁ EM FRENTE AILTON,ESSA TURMA DA UNP É FODA, NÃO CONSEGUIRAM PASSAR NA UFRN E FICAM EXPLORANDO OS PAIS…UM CRIME…
9/10/09 às 11:33
O nível dos futuros médicos da UnP é sofrível. Basta ver a dificuldade no domínio das noções simples da língua portuguesa.
Não sabem formular uma frase corretamente e sequer conhecem a ortografia de palavras simples do vocabulário popular. Desse jeito, também vou me abster de ir ao médico, Aílton, rs.
Aílton, você está rico, vai passar dois meses em Paris só escrevendo um livro? Revela aí os honorários dessa empreitada!! Ehehe. Sucesso e continue firme.
9/10/09 às 17:11
Pô Ailtão,
quando estiver em Paris e der um belo trago num congnac fracÊs lembra de nois!!!!
abç!
9/10/09 às 18:12
É sacanagem vc ir à Paris sozinho. Devia me levar como seu secretário. Vc sabe que gosto de livros. Ha, cara tomar aquele cafezinho brasileiro, passear naquelas praças, passear pelas ruelas onde Balzac criou seus personagens, olhar as loginhas dos becos onde Émile Zola vislumbrou Thérése; é isso mais aquilo…, livrarias, livrarias e livrarias…….; se voltar sem escrever um livro vai levar bulacha. Ai eu vou exilar vc de verdade por 5 anos, até sair a primeira página.
Diga se eu não sou seu amigo; exilado por 5 anos em Paris; no melhor hotel de Montparnasse.
Fui, boa viagem.
Direto do fim do mundo. – URUCU/AMAZONAS.
Medeirinhos.
9/10/09 às 22:54
Ailton,
li o teu post sobre a Unp. Concordo com tua crítica. Acredito que a UnP, apesar do nome, precisa, de fato, institucionalizar práticas condizentes com uma universidade de verdade. Universidade, diga-se de passagem, vem de universitas, termo que diz respeito a uma organização fomentadora de “um universo de conhecimentos e possibilidades”. A proposta da universidade é produzir a crítico e o conhecimento. A UnP submete a noção de universidade a de mercado. Daí o problema. No entanto, eu tenho amigos formados pela unp, que são pessoas inteligentes e reflexivas. Não dá, neste ponto, para generalizar. A unp, apesar da unp, forma bons alunos. Porém, atribui esta boa formação muito mais a iniciativa de alguns alunos do que propriamente a maneira como a já referida “universidade” trabalha a questão do conhecimento.
10/10/09 às 7:59
Já fui um idealista ingênuo, e acreditava que juízes, sacerdotes e médicos estavam acima da pobre carne seca. Fui crescendo e vendo como há canalhas militando nestas hostes, o que alguém poderá dizer ” e por que não ? se são seres humanos”, só que o ideal ingênuo meu, era que, existem ocupações nobres, e continuo ainda ingênuo nesse ponto. O caráter sim, é que muitas vezes não é nobre. Quando vemos médicos fazendo greve, e usando a piora da situação, como barganha política, aí sim sentimos nojo. E com certeza muitos desses médicos não são formados pela UNP, então cncluo: O homem é que conta em primeiro lugar.
10/10/09 às 9:31
Ailton camarada, você é o cara. Seu blog informa, diverte, debate, educa, etc. To falando sério mesmo. E compactuo com os que acham que você deveria ter um espaço em um jornal de grnde circulação. Olha as críticas negativas que você recebe, entendo que devem ser vista como: 1. Sacanagem; 2. Audiência. Valeu Ailton.
12/10/09 às 20:21
“L.S.D” você tem uma certa razão, basta para nós observarmos um pequeno detalhe, no caso dos médicos: Todo laboratório paga mensalmente um certo percentual àqueles que aviam seus medicamentos; no caso dos juizes: Já fiz um comentário aqui sobre o assunto, repito, Nesse caso, hoje no Brasil, está instalada a “INDÚSTRIA DO DIREITO”, basta vermos a quantidade de faculdades que se instalam todo dia Nação a fora.
Dai, gente boa, em muitos casos, o corporativismo predomina e, somente, aqueles entendimentos prevalecem nas suas decisões. (como se fora Deus).
Absurdo não?
Fui!
14/10/09 às 19:04
Alô pessoas insensatas! Vocês que criticam tanto a UNP têm certeza absoluta de que nunca precisaram de um profissional desta instiutição? Gostaria de lembrar a todos que na UNP não existe apenas o curso de Medicina…
Quantos dentistas, advogados, fisioterapêutas, nutricionistas, jornalistas, dentre outros profissionais se formaram por meio desta universidade e mostram hoje grande desempenho em suas profissões? Inclusive, muitos de vocês já procuraram e procuram por eles..
Gente, abram os olhos.. que visão arcaica é esta? Por isso que designam Natal como uma cidade interiorana… não é à toa… faculadades particulares já existem em todos os estados do Brasil, inclusive a maioria possuem mais de uma, e delas saem inúmeros profissionais.. dentre eles muitos destacados e outros nem tanto o mesmo que acontece na UFRN…
Tudo depende do aluno… a UNP oferece tudo o que um acadêmico necessita.. bem diferente da UFRN, que não podemos negar que possui um excelente curso de Medicina que tem mais de 50 anos, mas que com suas restrições deixa muito a desejar… e está atualmente se atualizando para poder chegar às novas tendências de ensino para um bom profissional de saúde… fato já consumado pelo recente curso da Universidade Potiguar.
Palavras de quem já viu de perto toda a deficiência da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e se beneficia atualmente de todas as regalias oferecidas por uma universadade paga, tendo a total certeza de ser a melhor profissional que puder, porque eu quero e luto por isso!
Pensem nisso! Obg!
9/03/10 às 0:45
Já escrevi comentário sobre o post “Ferro Neles”, colocando minha posição contrária ao preconceito contra os alunos da UnP. Agora, quero dizer a esses acadêmicos que escreveram essas besteiras de superioridade de classes e sucesso financeiro que um futuro de frustrações os aguarda. Medicina (assim como outras profissões) é dedicação pura, meu amigo, coisa que a maioria de vocês terá que aprender a ter por terem passado por um funil largo para quem tem dinheiro. Medicina não dá dinheiro nem vida boa. Dá satisfação para quem dela gosta. Mas esse é a empafia do meio médico de Natal em sua maioria. Tive um choque positivo quando fui fazer residência fora e vi gente experiente e bem sucedida com uma postura extremamente humilde, coisa que um babaca desse que provavelmente vai trabalhar numa oca ou fazer especialização paga de fundo de quintal não é capaz de ter. Voltarei pra Natal por causa da familia e de alguns amigos, mas sinceramente vejo que o meio profissional é o preço que a gente tem que pagar.