SOS AMAZONAS
Larry Rohter não consegue se desgrudar do Brasil.
É dele a matéria sobre meio ambiente publicada na edição de hoje do “New York Times”.
Diz, entre outras coisas, que o desmatamento todos os anos no Amazonas equivale ao tamanho de News Jersey.
Na edição de ontem, o jornal americano reconheceu que o PAN foi um sucesso.
Antes tarde do que nunca.
Para ler a matéria na íntegra clique aqui.




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8/10/08 às 11:34
Repassando……
A PRÓXIMA GUERRA
Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou
recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima.
Trata-se de um Brasil que a gente não conhece.
As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um
pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um
relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.
Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até
pessoas com um mínimo de instrução.
Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar
a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é
bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense,
maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra. Aqui não
existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e
aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos
federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro. Se não for
funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de
Programas do governo. Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de
70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto
restam apenas 30%, descontando-se os rios e as terras improdutivas que são
muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades.
(Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus,
cerca de 800 km) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena
Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde,
nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da
FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados.
Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos
americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria
que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da
FUNAI.
Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma
autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar. A
maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a
maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas
reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum
se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada,
que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas
pasme, se você quiser montar um empresa para exportar plantas e frutas
típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais, ou componentes
naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar
‘royalties’ para empresas japonesas e americanas que já patentearam a
maioria dos produtos típicos da Amazônia…
Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: É os
americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a mesma
resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora
simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí:
‘Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles
comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando
acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque
quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui
vai ser a mesma coisa’.
A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação
é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação
indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando
os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo
uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil
numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o
narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois
essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada
para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada,
principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um
incidente diplomático)… Dizem que tem muito colombiano traficante virando
venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana
por cerca de 200 dólares.
Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem tanto
proteger os índios. A resposta é absolutamente a mesma, porque as terras
indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água são
extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em
quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de
Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO.
Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de Socorro a
alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma
autoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal, saio daqui com a
quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho. Um grande
abraço a todos. Será que podemos fazer alguma coisa???
Acho que sim.
Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo
desses absurdos.
Mara Silvia Alexandre Costa Depto. de Biologia Cel. Mol. Bioag.
Patog. FMRP – USP
Opinião pessoal:
Gostaria que você, especialmente que recebeu este e-mail, o repasse para o
maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria interessante
que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos telejornais
antes que isso venha a acontecer.
Afinal foi um momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus
lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza
norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo a
fim de antecipar a próxima guerra. Conto com sua participação, no envio
deste e-mail..
Celso Luiz Borges de Oliveira Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP
Tel.: (19) 3233-1840 Celular: (19) 9136-6472 e-mail´s:
Celso@ufba.br;
celso@agr.unicamp.br;
celsoborges@gmail.com