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Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza…

O presidente do STF, Joaquim Barbosa, participou recentemente de um jantar na casa do advogado José Siqueira Castro. Quem é José Siqueira Castro? Um famoso advogado com várias ações no Supremo.

Em Brasília, no Rio, ou em Natal, é comum juízes se encontrarem com advogados. Muitas vezes em lugares clandestinos.

Mas Ailton, que mal há nisso? Ora, meu caro, assim como a celebrada mulher de César, não basta um magistrado ser honesto, tem que parecer honesto.

É escandaloso ver um ministro do Supremo participar de regabofe na casa de um advogado com ações no Supremo.

Faz sentir saudades do juiz americano David Souter. Souter fugia de jantares e festas como o diabo da cruz.

Indicado para a Suprema Corte por George Bush, pai, aposentou-se em 2009.

Aos 74 anos, sua rotina é a mesma: continua solteiro, vive num apartamento repleto de livros e dirige um carro velho. Só sai de casa para ir ao cinema e para passear no Central Park.

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Yale recua de ação contra correspondente de jornal brasileiro

Claudia Trevisan - jornalista

Do Estadão

A Universidade Yale, nos EUA, divulgou nota neste sábado, 28, sobre a detenção da correspondente do Estado em Washington, Claudia Trevisan, na quinta-feira. A instituição alegou que a prisão da jornalista foi “justificada”, mas afirmou que não “planeja acionar a promotoria local” para pedir a abertura de uma ação penal contra Claudia Trevisan.

A correspondente do Estado foi detida por quase cinco horas quando tentava localizar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que participava de um seminário na universidade sobre direito constitucional. Ela foi algemada, mantida em um carro policial e, depois, numa cela do departamento de polícia da universidade. A jornalista brasileira foi libertada após autuação por “invasão de propriedade”.

No comunicado – assinado pelo secretário de imprensa Tom Conroy -, Yale reafirma o motivo da prisão e diz que “a polícia seguiu os procedimentos normais, sem que a sra. Trevisan fosse maltratada”.

A jornalista se disse surpresa com a afirmação. “Algemas são coisas dolorosas para usar. Ser impedida de fazer um telefonema durante cinco horas é uma violência terrível. Ser tratada como criminosa e colocada em uma cela, onde você precisa fazer xixi na frente de policiais, é uma humilhação extrema”, afirmou. “Em todo esse processo, ninguém de Yale tentou ouvir a minha versão dos fatos. Surpreende-me, pois é uma faculdade de direito. Segue, na íntegra, a nota:

Antes de chegar ao Campus da Universidade Yale no dia 26 de setembro para tentar entrevistar o ministro Barbosa, a sra. Trevisan já sabia que o Seminário Constitucionalismo Global ministrado por ele seria um evento privado, fechado para o público e para a imprensa. Ela invadiu a propriedade de Yale, entrou na Faculdade de Direito sem permissão e quis entrar em outro prédio onde os participantes do seminário estavam.

Quando ela foi questionada sobre o motivo pelo qual estava no prédio, ela afirmou que estava procurando um amigo com quem pretendia se encontrar. Ela foi presa por invasão de propriedade. A polícia seguiu os procedimentos normais, sem que a sra. Trevisan fosse maltratada. Apesar de justificada a prisão por invasão, a universidade não planeja acionar a promotoria local para levar adiante a acusação.

A Faculdade de Direito e a Universidade Yale acomodam milhares de jornalistas ao longo do ano para eventos públicos no campus e entrevistas com membros da comunidade de Yale e visitantes.

Assim como todos os jornalistas, a sra. Trevisan é bem-vinda para participar de qualquer evento público em Yale e falar com qualquer pessoa que desejar lhe conceder entrevista.

TOM CONROY, SECRETÁRIO DE
IMPRENSA DA UNIVERSIDADE YALE

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Que horror! Correspondente do Estadão é presa e algemada nos EUA a pedido de Joaquim Barbosa!

A correspondente do Estado em Washington, Cláudia Trevisan, foi detida nesta quinta-feira, 26, na Universidade Yale, uma das mais respeitadas dos Estados Unidos, enquanto tentava localizar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, que fazia uma conferência no local.

A jornalista foi algemada e mantida incomunicável por quase cinco horas, inicialmente dentro de um carro policial e depois em uma cela do distrito policial de New Haven, cidade onde fica a universidade. Sua liberação ocorreu apenas depois de sua autuação por “invasão de propriedade privada”. O fato novo é que a jornalista pode ter sido detida a pedido do próprio Joaquim Barbosa. Ou seja, um absurdo!

Segue texto abaixo do Jornal GGN:

Pelo relato da correspondente do Estadão, Cláudia Trevisan – que foi detida e algemada pela polícia, ao tentar assistir a uma palestra do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa na Universidade de Yale – a maior suspeita sobre o causador do episódio recai sobre o próprio Barbosa.

A correspondente entrou normalmente em Yale, circulou pelos corredores em que circulam alunos, professores e visitantes.

Ao pedir informações a um policial, foi detida. E as declarações do policial deixam as pistas sobre a origem das denúncias contra a correspondente:

“Foi o único momento em que me alterei. Disse que ele não podia fazer isso. Ele respondeu que sim e teve seu êxtase autoritário: we know who you are, you are a reporter (você sabe quem você é, você é uma repórter). Que crime!!!! We have your picture, you were told several times you could not come (Nós temos sua foto, você foi avisada várias vezes que não podia vir)”.

A troco de quê a policia de Yale teria uma foto da correspondente? Foram avisados por quem, se a única pessoa que sabia de sua ida à Universidade era o próprio Joaquim Barbosa?

Mais. Segundo o relato:

“Fui algemada enquanto ele dizia “you know why you are being arrested, no?” (você sabe porque está sendo presa, não?). Ao que eu dizia que não. “You were told several times you could not come here” (Você foi avisada diversas vezes que não poderia vir aqui). Ao que eu repetia que não”.

Ora, pelo relato, a única pessoa que sabia da ida de Trevisan ao evento era o próprio Joaquim Barbosa. Segundo a matéria do Estadão

“Ela também havia conversado previamente, por telefone celular, com o próprio ministro Barbosa, a quem solicitou uma entrevista. Barbosa disse que não estava disposto a falar com a imprensa. Claudia, então, informou o presidente do STF que o aguardaria e o abordaria do lado de fora do prédio”.

‘Não entrei escondido nem forcei a entrada’

Leia a íntegra do relato da correspondente do ‘Estado’ em Washington, Cláudia Trevisan, enviado ao embaixador Cézar Amaral, cônsul-geral do Brasil em Hartford (EUA)
27 de setembro de 2013 | 19h 04

Cláudia Trevisan – correspondente do Estado em Washington Continuar lendo

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Pede para sair, Felipe Recondo!

Joaquim Barbosa 1

Na Folha deste domingo, o jornalista Elio Gaspari exige que Joaquim Barbosa, presidente do STF, peça desculpa ao repórter Felipe Recondo.

O Estadão pensa diferente.

Em editorial deste domingo, o jornal sai em defesa de Barbosa que foi criticado por três associações de magistrados. Curiosamente, Recondo queria apenas saber como Barbosa encarava essas críticas. O presidente do STF não respondeu as perguntas e chamou o repórter de “palhaço”.

Pois bem, no editorial “Magistratura dividida”, o jornal diz que as críticas dos juízes ao ministro são “injustas”.

Resumo da ópera: Barbosa estava certo quando determinou que o repórter fosse “chafurdar no lixo”.

Se Felipe Recondo tiver um pouco de dignidade – eu pessoalmente acredito que tenha – pede demissão e vai embora.

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E agora, Merval?

Do 247:

Ironicamente, no momento em que veículos de comunicação elaboravam um discurso sobre as tentativas do PT de amordaçar e calar a imprensa, a partir do caso Yoani, quem se nega a responder uma pergunta pertinente de um jornalista, o repórter Felipe Recondo, é justamente o personagem mais cultuado pelos meios de comunicação nos últimos anos: o ministro Joaquim Barbosa; agredido, Estadão se acovarda e, na edição desta quarta-feira, não pública um mísero editorial a respeito; a questão é: Recondo prosseguirá nas suas apurações sobre Barbosa, em que “chafurdava no lixo” do STF, ou será amordaçado?

247 – Trazida pelo jornal Estado de S. Paulo ao Brasil, a blogueira Yoani Sánchez alimentou um discurso que começava a se cristalizar no País: o de que Partido dos Trabalhadores, há dez anos no poder, começava a incitar atos de violência contra jornalistas ou contra a chamada imprensa livre no Brasil. O ponto de partida foi uma reportagem de Veja, em que um funcionário da Secretaria-Geral da Presidência, Ricardo Poppi, subordinado ao ministro Gilberto Carvalho, foi acusado de participar de uma reunião na embaixada de Cuba, em Brasília, onde teria sido organizado o “plano de ataque” contra Yoani.

Esse suposto plano deu vazão a diversos editoriais em jornais, incluindo o próprio Estado, sobre a “intolerância” do PT e sua tentativa de censurar a imprensa – discurso que foi reforçado com a intenção do partido de apresentar uma Lei de Meios, para desconcentrar a propriedade e democratizar a comunicação no Brasil. Blogueiros de corte mais radical, como o “neocon” Reinaldo Azevedo, passaram a disseminar a tese de que, num futuro breve, jornalistas brasileiros serão agredidos por milícias petistas. E Merval Pereira, do Globo, relatou ter vivido seu “momento Yoani”, depois de ser xingado e ter seu carro cercado no Rio de Janeiro (leia mais em “A violência é a mais nova esperança da oposição”).

Parecia tudo pronto para o dia em que um representante da chamada “imprensa livre” seria espancado por “fascistóides petistas”. De repente, vem a surpresa: quem resolve agredir um jornalista é justamente o personagem mais cultuado pela imprensa na história recente: o ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que, nos últimos anos, deu várias demonstrações de que comete agressões em série, inclusive contra os próprios colegas (leia mais aqui).

Barbosa agrediu Felipe Recondo, repórter que cobre o Poder Judiciário com grande competência, porque não queria responder a uma questão absolutamente pertinente: como ele encara uma nota assinada por três associações de juízes, que criticam seu comportamento “superficial”, “preconceituoso” e, sobretudo, “desrespeitoso”. Barbosa foi alvo de críticas porque, numa entrevista, declarou que os juízes no Brasil têm mentalidade pró-impunidade – seriam, portanto, cúmplices do crime.

Até agora, Barbosa já emitiu uma nota pedindo desculpas de forma generalista à imprensa, mas a pergunta continua no ar, sem resposta. Procurada por nossa reportagem, a assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal não respondeu ao 247 o questionamento que seria feito por Recondo. Como, afinal, o ministro recebe as críticas feitas por três associações de magistrados?

O mais espantoso do episódio é a reação tíbia e covarde do Estado de S. Paulo. Na edição desta quarta-feira, não há um mísero editorial sobre a agressão cometida por Joaquim Barbosa a seu profissional. O diretor de Redação, Ricardo Gandour, disse que não comentaria o caso. O único que falou foi o jornalista João Bosco Rabello, que comanda a sucursal do Estadão em Brasília, em razão da boa relação que mantém com Marco Damiani, diretor de redação do 247 (leia mais aqui).

Barbosa acusou Recondo de “chafurdar no lixo”. Nos bastidores do Poder Judiciário, consta que o repórter vinha levantando despesas ordenadas pelo gabinete do ministro nos últimos anos. Daí a acusação de “chafurdar”. A questão, agora, é: Recondo irá prosseguir na sua apuração ou será calado e amordaçado depois da agressão cometida por Joaquim Barbosa?

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Ministro chama repórter de palhaço e alega dores

Joaquim Barbosa irritado

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, chamou de “palhaço” e mandou “chafurdar no lixo” o repórter do Estado. O ministro irritou-se ao ser abordado nesta terça-feira, na saída da sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Ouça o que o presidente do STF disse ao repórter do Estado

Os jornalistas esperavam ao final da sessão para ouvi-lo sobre as críticas que recebeu das associações de classe da magistratura em nota divulgada no final de semana. Antes que a primeira pergunta fosse feita, Barbosa atacou.

O repórter apenas iniciou a pergunta: “Presidente, como o senhor está vendo…”. Barbosa o interrompeu e não deixou que terminasse a pergunta: “Não estou vendo nada”. O repórter tentou fazer nova pergunta, mas novamente foi impedido. “Me deixa em paz, rapaz. Vá chafurdar no lixo como você faz sempre”.

O jornalista tentou questionar a razão do comportamento do ministro. “Que é isso ministro, o que houve?”. Ainda exaltado, Joaquim Barbosa prosseguiu. “Estou pedindo, me deixe em paz. Já disse várias vezes ao senhor”, disse. O repórter disse que apenas lhe fazia uma pergunta, o que é parte de seu trabalho.

No mesmo tom, Barbosa afirmou que não responderia as perguntas. “Eu não tenho nada a lhe dizer, não quero nem saber do que o senhor está tratando”, afirmou.

O assessor de imprensa do ministro tentou tirá-lo do lugar, pedindo para que o ministro seguisse em frente. E quando estava à porta do elevador, na frente dos jornalistas, chamou o repórter de “palhaço”.

O presidente do STF foi criticado pelas associações de magistrados pelas críticas que fez aos juízes em entrevista concedida na semana passada a agências internacionais. Barbosa afirmou que os juízes brasileiros são pró status quo e pró impunidade.

Na nota, as associações argumentaram que as declarações do presidente do Supremo foram preconceituosas, generalistas, superficiais e desrespeitosas.

Veja a nota oficial emitida pelo STF: 

“Brasília, 05 de março de 2013

Em nome do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Joaquim Barbosa, peço desculpas aos profissionais de imprensa pelo episódio ocorrido hoje, quando após uma longa sessão do Conselho Nacional de Justiça, o presidente, tomado pelo cansaço e por fortes dores, respondeu de forma ríspida à abordagem feita por um repórter. Trata-se de episódio isolado que não condiz com o histórico de relacionamento do Ministro com a imprensa.

O ministro Joaquim reafirma sua crença no importante papel desempenhado pela imprensa em uma democracia. Seu apego à liberdade de opinião está expresso em seu permanente diálogo com profissionais dos mais diversos veículos. Seu respeito pelos profissionais de imprensa traduz-se em iniciativas como o diálogo que iniciará no próximo dia 07 de março, quando receberá em audiência o Sr. Carlos Lauria, representante do Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ), ONG com sede em Nova Iorque.

Wellington Geraldo Silva
Secretário de Comunicação Social – SCO
Supremo Tribunal Federal”

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