Maio de 1968.
César Maia faz uma análise interessante sobre o tsunami político que varreu o planeta hoje em seu ex-Blog.
O prefeito do Rio defende a tese – não dele unicamente – de que o movimento foi uma gigantesca revolução liberal.
“A palavra de ordem – É Proibido, Proibir – era de caráter anarquista, e nesse sentido radicalmente liberal. O que 1968 trouxe foi a exponenciação do individualismo, a ruptura com a tradição, a idéia que tudo começa a cada momento, a reação à guerra fria e aos sistemas de um e outro lado, a negação dos padrões e das aparências, o direito individual de cada um empreender o que quisesse, e como quisesse a cultura hippie-liberal”, argumenta Maia.
Há quem discorde, claro.
O semanário parisiense “Lê Novel Observateur”, comemorando a data em 1998, proclamou em sua capa: “Maio de 1968 – a falsa revolução que mudou tudo”.
Pode ser.

