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Cientista brasileiro liga cérebros de dois ratos pela internet

O jornal “O Globo” destacou a pesquisa liderada pelo neurocientista Miguel Nicolelis em laboratórios de Natal e dos Estados Unidos. Estudo mostrou como sensações de uma cobaia puderam ser transmitidas eletronicamente para outras, apesar de separados por milhares de quilômetros. No dia 10 de março, a CNN americana vai exibir um especial sobre o Instituto de Neurociências de Macaíba.

DUILO VICTOR

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Cientistas ligaram cérebros de dois ratos remotamente<br />
Foto: Nature
Cientistas ligaram cérebros de dois ratos remotamente Nature

RIO- Cientistas da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, no Rio Grande do Norte, conseguiram ligar eletronicamente os cérebros de dois ratos, para que um pudesse desenvolver tarefas de acordo com a experiência adquirida pelo outro. No experimento, quando uma cobaia tinha que seguir uma luz para puxar uma alavanca, a outra recebia de um implante cerebral as sensações do colega roedor e repetia a decisão. O neurobiólogo brasileiro Miguel Nicolelis, um dos autores do estudo, diz que a experiência abre caminho para o que chama de “brainet”. Trata-se de uma internet orgânica, feita de cérebros de animais, capaz de resolver problemas os quais computadores convencionais, movidos a fórmulas matemáticas, não conseguem fazer.

– Não é um computador para fazer cálculos tradicionais. Para isso, as máquinas que já existem são muito boas. Não se sabe ainda a aplicabilidade prática do computador biológico, mas seria bom para estocar memória e resolver problemas mais próprios, com questões que emergem não linearmente, como ocorre, por exemplo, na internet – disse Nicolelis, do Centro Médico da Universidade de Duke, que já testa a mesma tecnologia com macacos.

Os ratos testados não tinham qualquer contato físico. Um ficava no laboratório de Natal, enquanto o outro estava em um ambiente idêntico na universidade americana, no estado da Carolina do Norte. Os implantes cerebrais foram instalados em cada rato na área do cérebro que processa a informação motora. Matrizes de microeletrodos, cada um com um décimo do diâmetro de um fio de cabelo, transformavam os sinais cerebrais em impulsos elétricos capazes de serem transmitidos pela internet.

– Vimos que, quando o rato decodificador cometia um erro, o codificador mudava tanto a sua função cerebral quanto a comportamental, de modo a tornar mais fácil para o seu parceiro acertar – explica o neurobiólogo.

O trabalho atual, divulgado nesta quinta-feira na revista “Scientific Reports”, é considerado por Nicolelis um desdobramento de uma pesquisa anterior, publicada este mês, em que sua equipe anunciou ter criado uma espécie de “sexto sentido” em ratos. Na ocasião, os pesquisadores usaram o mesmo implante cerebral para conectá-lo a uma câmera com sensor de luz infravermelha. Toda vez que a luz invisível a olho nu se ascendia, a câmera mandava sinais para o córtex responsável pelo tato do bigode do animal, que passou a ser capaz de sentir a luz.

Desta vez, os pesquisadores de Natal e da Carolina do Norte resolveram testar a conexão de cérebros também nos neurônios do bigode dos ratos. Para testar a hipótese, os cientistas treinaram os pares de roedores para distinguir o espaço entre uma abertura estreita ou larga, uma necessidade tão comum no mundo dos pequenos mamíferos.

No laboratório, a tarefa do rato codificador era a seguinte: se a passagem fosse estreita, o bigode deveria ser direcionado para o lado esquerdo em troca de uma recompensa. Se fosse largo, os pelos deveriam se voltar para o lado direito para receberem o gole d’água. No outro lado do continente, o rato decodificador recebia as orientações de esquerda-direita e se movia para o lado escolhido pelos codificadores. Na experiência com as luzes, a taxa de sucesso foi de 70%. Na versão com os bigodes, a taxa foi de 65%. Pela regra da probabilidade, a chance de acertar uma questão com duas opções é de 50%. Com os índices conquistados pelos ratos, os pesquisadores concluem que a interface cérebro-cérebro fez diferença nas decisões das cobaias.

– Nossos estudos dos ratos decodificadores mostraram que o cérebro do decodificador começou a representar no seu córtex tátil não só os próprios bigodes, mas também os bigodes do rato codificador – diz Nicolelis, para concluir: – Detectamos neurônios corticais que responderam a ambos os conjuntos de bigodes, o que significa que o rato criou uma segunda representação de um segundo corpo além do próprio.

Perguntado se tal rede cerebral poderia ser testado em humanos, o cientista disse que tal experiência seria contra seus princípios éticos.

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No Brasil, o sucesso é um risco de vida

Oh, tomai cuidado, meu Senhor, com a inveja;
Pois ela é um monstro de olhos esverdeados
Que zomba da mão daquele que a alimenta
(Shakespeare)

Numa crônica de 1969, Nelson Rodrigues cunhou uma frase reveladora do caráter tupiniquim. O que disse o autor de “Vestido de Noiva”? “No Brasil o sucesso é um risco de vida”.

Segundo Nelson, o ser humano é tão suscetível de inveja que só raríssimos espíritos superiores suportam o êxito alheio. “Ai daquele que, por imprudência, revela um mínimo de competência”, escreveu o autor de “Vestido de noiva”.

Eis o erro, letor hipócrita, meu igual, meu irmão, do neurocientista Miguel Nicolelis. Pesquisador premiado nos EUA, respeitado na comunidade científica, Nicolelis está sendo alvo de uma campanha suja patrocinada por um grande veículo brasileiro.

Instituto de Nicolelis enfrenta ‘apagão científico’

Após saída de boa parte da equipe, há 18 meses, IINN nada produziu, mas neurocientista continua recebendo volumosas verbas do governo

Herton Escobar – O Estado de S.Paulo

O Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN), inaugurado no início de 2007 sob o comando do neurocientista Miguel Nicolelis, passa por um apagão científico desde julho de 2011, quando praticamente toda sua equipe de pesquisadores, técnicos e alunos (mais de 90 pessoas no total) abandonou o projeto e fundou um outro centro de pesquisa na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), batizado de Instituto do Cérebro (ICE).

Neurocientista Miguel Nicolelis no Centro de Pesquisas de Macaíba, em 2011 - Vlademir Alexandre/AE
Vlademir Alexandre/AE
Neurocientista Miguel Nicolelis no Centro de Pesquisas de Macaíba, em 2011

Desde então, o IINN não publicou nenhum trabalho científico novo. Sua equipe de pesquisadores residentes foi reduzida a seis cientistas sem vínculos acadêmicos e três estudantes de pós-graduação, ocupando uma infraestrutura predial e laboratorial que recebeu volumes expressivos de recursos públicos nos últimos oito anos, bem acima dos padrões da ciência nacional.

A Associação Alberto Santos Dumont para apoio à Pesquisa (AASDAP), entidade privada sem fins lucrativos que administra o IINN, presidida por Nicolelis, já tem garantido R$ 41,8 milhões em novos recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e suas agências para fins de pesquisa e educação científica, segundo um levantamento feito pelo Estado, com dados do Portal da Transparência do governo federal.

“Estamos pagando para ele fazer pesquisa nos Estados Unidos? É isso que queremos saber”, questiona uma liderança da comunidade científica nacional. Nicolelis é professor titular da Universidade Duke, nos EUA, e não tem vínculo empregatício com nenhuma instituição de ensino e pesquisa no País. “A contribuição pessoal dele para a ciência brasileira é zero”, diz a fonte, que pediu para não ter o nome revelado, por medo de represálias. “Quem produzia a ciência era o pessoal que foi embora.”

O motivo do “racha” no IINN, segundo fontes ouvidas pelo Estado, teria sido a personalidade difícil de Nicolelis, que, apesar de raramente estar presente no instituto, controlava todas as decisões a distância, desde as coisas mais banais, como a instalação de tomadas, até quem podia entrar no prédio e quais experimentos podiam ser realizados.

Nicolelis, na ocasião, minimizou o ocorrido e publicou uma carta dizendo que “o término da colaboração já estava previsto” e não representava “nenhum prejuízo na continuidade das pesquisas desenvolvidas pela equipe própria de pesquisadores contratados pela AASDAP”. Na mesma hora, divulgou uma lista com os nomes de 31 cientistas estrangeiros que passariam a “colaborar permanentemente com a equipe científica do instituto, atuando como orientadores, pesquisadores e chefes de projetos”.

A notícia no site do IINN era ilustrada com uma foto de Nicolelis em Brasília ao lado do então ministro da Educação, Fernando Haddad, cercados por 20 pessoas que representariam a nova equipe científica do instituto.

Quase metade das pessoas na foto, porém, era de cientistas do laboratório de Nicolelis na Universidade Duke, que retornaram aos EUA e não têm vínculo formal com o IINN. Fato que não passou despercebido por outros membros da comunidade científica.

“Ele mandou trazer pessoas de fora que, no dia seguinte, voltaram para os EUA. Não foi um procedimento decente”, declarou o neurocientista Ricardo Gattass, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), um dos vários cientistas ouvidos pela reportagem que apoiaram Nicolelis no início do projeto, mas mudaram de opinião sobre ele nos últimos anos.

“A coisa mais importante na vida de um cientista é seu compromisso com a verdade”, afirmou Gattass, que durante oito anos foi superintendente de Universidades e Instituições de Pesquisa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão do MCTI que deu o primeiro R$ 1,5 milhão para a criação do IINN em Natal, ainda em 2004. Continuar lendo

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CABEÇA A PRÊMIO

Os “pistoleiros de aluguéis” da Taba à beira de um ataque de nervos.

A edição de julho da “Alfa”, que chegou aos leitores neste fim de semana, dedica seis páginas ao neurocientista Miguel Nicolelis.

“Nunca houve um brasileiro tão cotado para receber o Nobel quanto o médico o médico Miguel Nicolelis, um dos mais revolucionários pesquisadores do planeta”, diz a revista.

Segue trecho:

Apesar de viver com a cabeça no futuro, Nicolelis adora falar da infância. “Nosso cérebro é um modelo do mundo, um modelo elaborado nessa fase”, conta. Para explicar suas convicções, recorre a relatos do início da vida – e diz que virou ateu durante sua primeira comunhão.

Naquele dia, o Palmeiras perdeu um jogo. Portanto, deduziu o jovem Nicolelis, “não é possível Deus existir”.

Em 1989, já médico formado pela USP, ele saiu do país rumo à Filadélfia, pagou um preço por isso – passou duas décadas fora do Brasil.

Foi só em 2003, ao assistir emocionado a posse de Lula, em seu gabinete na Carolina do Norte, ao lado de Sidarta, que vislumbrou a chance de voltar e implantar u ma espécie de “lulismo científico” na cidade de Natal.

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OS INTOLERANTES QUEREM CALAR ESSE HOMEM

Miguel Nicolelis

Os intolerantes que usam a roupa dos tolerantes para investir sua sanha contra aqueles que combatem os intolerantes não vão gostar, claro, da longa entrevista que o neurocirurgião Miguel Nicolelis concedeu ao site de “Veja”.

Nela, Nicolelis fala do seu projeto desenvolvido no laboratório de neuroengenharia da Universidade Duke, nos Estados Unidos: fazer um adolescente tetraplégico usando uma veste robótica controlada por pensamentos, dá o pontapé inicial do jogo de abertura da Copa de 2014. Segue trecho:

No mesmo dia em que o Santos venceu a Copa Libertadores, 22 de junho, o neurocientista (e palmeirense fanático) Miguel Nicolelis mostrou seus planos ambiciosos para a Copa de 2014.

Diretor do laboratório de neuroengenharia da Universidade Duke, nos Estados Unidos, Nicolelis não apresentou nenhuma artimanha secreta para o Brasil conquistar o hexa. Seu projeto é mais importante: prometeu que o pontapé inicial do jogo de abertura da Copa será dado por um adolescente tetraplégico usando um exoesqueleto, uma veste robótica controlada por pensamentos.

Em cima do palco no qual a Osesp costuma se apresentar, recebeu os aplausos entusiasmados da plateia que lotou a Sala São Paulo para ouvir sua palestra.

A apresentação faz parte de uma série de eventos relacionados ao lançamento do livro Muito Além do Nosso Eu – A nova neurociência que une cérebro e máquinas, e como ela pode mudar nossas vidas (552 páginas, Companhia das Letras). “Foram muitos anos de pesquisa, e o livro é uma forma de apresentar as teorias que consolidamos nesse período”, diz Nicolelis.

Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o cientista paulistano mudou-se para os Estados Unidos em 1989 e desde 1994 dirige o laboratório de neuroengenharia da Universidade Duke.

Seu prestígio só cresceu nos últimos anos, principalmente graças às pesquisas com o que ele batizou de interfaces cérebro-máquina (ICM). “São sensores capazes de captar a atividade elétrica dos neurônios, decodificá-la, remetê-la a artefatos robóticos e depois de volta para o cérebro por meio de sinais visuais, táteis ou elétricos”, explica.

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A ALMA EM UM PEN DRIVE

Miguel Nicolelis e seu mundo maravilhoso.

Na “Veja” o cientista brasileiro conta que um dia os comandos cerebrais poderão ser lidos, digitalizados e gravados. Essa espantosa viagem está apenas começando. Confiram trecho:

O médico e pesquisador brasileiro mais próximo de ganhar um Prêmio Nobel é o paulista Miguel Nicolelis.

Ele lidera, na Universidade Duke, nos Estados Unidos, o mais avançado grupo do mundo no estudo das neuropróteses, as interfaces cérebro-máquina. Nicolelis já conseguiu que um macaco movesse remotamente um braço robótico usando apenas comandos neuronais.

Isso é o começo. Onde essa pesquisa vai parar? Nicolelis tem certeza de que um dia, com a naturalidade de alguém que pluga um pen drive em um computador e copia um arquivo ou programa, será possível digitalizar todas as instruções cerebrais do ser humano e gravá-las em um cérebro artificial.

A alma em um pen drive? Até Francis Crick ficaria espantado.

Incrível, não?

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BRASILEIRO COTADO PARA NOBEL DE MEDICINA

O neurocientista Miguel Nicolelis poderá ser o primeiro brasileiro a ganhar um Prêmio Nobel. É o que revela reportagem do jornal “O Globo”.

Confiram trechos da matéria:

Ele deu nova esperança a pessoas paralisadas ao desenvolver um sistema que controla robôs com o pensamento. Hoje o neurocientista Miguel Nicolelis dá esperança ao Brasil de ser o primeiro vencedor de um Prêmio Nobel.

Nesta segunda-feira, a fundação sueca anuncia o grande destaque de 2008 na categoria Medicina e Nicolelis é um dos mais fortes candidatos que o país já teve.

A possível indicação não é confirmada pelo próprio, mas há quem diga que ele foi nomeado pela Universidade de São Paulo (USP).

Os rumores sobre a possível indicação de Nicolelis ao Nobel surgiram em novembro de 2007, quando o brasileiro foi chamado para dar uma palestra na fundação, em Estocolmo. A conferência acontece apenas uma vez por ano e são convidados somente quatro palestrantes. Grande parte dos convidados para falar no evento é, geralmente, vencedor ou futuro vencedor do prêmio.

– Para mim, foi um orgulho muito grande ter sido convidado para dar aquela palestra. É um evento muito prestigiado e, no final, os quatro palestrantes assinam um livro histórico. Acho que fui o primeiro brasileiro a participar – disse, humildemente, Nicolelis.

Colega do brasileiro, o neurocientista Sidarta Ribeiro acredita que o amigo possa trazer o Nobel para o Brasil este ano. Segundo ele, há rumores na comunidade neurocientífica de que Nicolelis foi realmente indicado.

– Fiquei sabendo que a fundação ligou para a USP pedindo uma indicação e o nome do Miguel foi dado. É um boato, mas o convite para participar da palestra tem um peso imenso. É um sinal de que ele está sendo realmente considerado – afirmou Ribeiro.

Nascido em São Paulo, Nicolelis foi cursar o pós-doutorado na Universidade Hahnemann, na Filadélfia, há 20 anos. Na década de 90, seguiu para a Universidade Duke, na Carolina do Norte, onde hoje ocupa os cargos de professor titular de Neurobiologia e Engenharia Biomédica, além de diretor do Centro de Neuroengenharia. O brasileiro seguiu para os Estados Unidos para desenvolver a tão famosa técnica que concretiza a força do pensamento, fazendo com que estímulos cerebrais de um macaco movimentem um braço mecânico. A descoberta de Nicolelis ganhou manchetes na imprensa mundial.

Para ler o texto na íntegra clique aqui.

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ESTAVA ESCRITO NAS ESTRELAS

Leitor compulsivo, leio cerca de 110 blogs e sites diariamente.

É um vício, confesso, e como todo vício, uma delícia.

Entre meus favoritos destaco o Neurolog.

Trata-se do blog do médico paulista Miguel Nicolelis.

Formado na Universidade de São Paulo, Nicolelis está na vanguarda das tentativas de integrar o cérebro humano com as máquinas e dirige o Instituto Internacional de Neurociência em Natal.

Quem se amarra em ciência vai adorar. Nicolelis escreve pra caramba.

Confira trecho de um de seus artigos:

Um ano atrás, a coluna inaugural do Neurolog valeu-se de uma das minhas metáforas favoritas para descrever a emoção cotidiana que um neurocientista experimenta ao explorar algo que só pode ser descrito como o nosso universo interior. Dizia eu naquela oportunidade:

“Ser neurocientista é ser uma espécie de astrônomo. Enquanto astrônomos observam o céu em busca de estrelas e galáxias, esperando um dia entender de onde vem a vastidão que nos cerca, neurocientistas devotam suas vidas investigando a atividade de enormes redes de células cerebrais que conjuntamente definem um microcosmo tão complexo e esplendoroso quanto o Universo que cobre as nossas cabeças.”

Algumas semanas atrás, ao passar novamente por Natal, eu me dei conta de que uma seqüência de eventos inusitados expandiu essa metáfora a extremos nunca antes vistos.

Devido a uma feliz coincidência, esses dois espantosos universos, o que se situa no espaço entre as nossas duas orelhas e aquele que domina o céu acima das nossas cabeças, novamente se encontraram de forma bem pouco tradicional.
De um lado da cidade, neurocientistas do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS), trabalhando em colaboração com médicos do Hospital Universitário Onofre Lopes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (HUOL-UFRN), obtinham imagens cristalinas da primeira Ressonância Magnética Funcional realizada no estado do Rio Grande do Norte.

Curiosamente, quase ao mesmo tempo, e não muito longe do local onde o universo neuronal era mapeado, um grupo de jovens natalenses, cursando o programa de educação científica da Escola Alfredo J. Monteverde, realizava outra proeza tão espetacular quanto a dos neurocientistas. Munidos de seu novo telescópio, recém-chegado dos Estados Unidos, esses astrônomos equatoriais tiravam as primeiras fotos de Júpiter e suas luas, vistas numa noite estrelada potiguar.

Dois universos deslumbrantes retratados por duas imagens pioneiras, obra e ousadia de dois grupos de exploradores apaixonados, que começam a unir constelações e neurônios numa aventura que ainda vai dar muito o que falar.

Redes de neurônios, mares de estrelas. Realmente, todos os caminhos da nova ciência brasileira levam a Natal.

Para acessar o Neurolog, clique aqui.

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