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Suspeito de planejar atentato contra presidente se revela no Facebook

Fernando Brito deu o alarme no TijolaçoNão sou policial, nem policialesco. Mas não sou irresponsável e peço a sua atenção para o que vou descrever e mostrar. Nao estou sugerindo que seja um atentado. Mas a história é de arrepiar. O Globo publica agora à tarde que um grupo de “manifestantes” acampou diante do palanque presidencial montado para o desfile de Sete de Setembro. Nada demais, todos têm o direito de se manifestar.E a gente tem o direito de saber quem são.

O jornal os identifica como integrantes do Movimento Brasil Contra a Corrupção. Que tem um site na internet, mbcc.com.br registrado por Geraldo Magela Abreu, um de seus autores e o dono do registro do domínio na internet. Do Movimento e de outro, como os “Amigos do Tiro”, ainda em construção. Geraldo é um entusiasta de armas e pode ser visto aqui treinando tiros de pistola.Será que os alegres meninos que estão sentados ali sob a égide de seu “MBCC” sabem que seu líder é um “sniper”?

Denunciei aqui que um grupo de direita radical planejava um atentado contra a presidente da República no desfile 7 de Setembro. Eu sabia que Geraldo Magela Abreu integrava o grupo lendo suas postagens. Se alguém ainda dúvida?

Sua página no Face (não tem foto) e é ilustrada com a seguinte frase: “Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada”. Para bom entendedor, meia palavra basta…

Agora há pouco Geraldo se defendeu das acusações de preparar o atentado contra a presidente. Leia abaixo:
Prezados,

Peço que leiam os links abaixo, e vejam em que ponto chegamos. Que democracia é essa?

Antes, alguns esclarecimentos:

Não concordo com a Dilma em muitas coisas, mas votei nela, e até o momento, creio que ela não seja o maior problema do atual governo. Além disso, seja qual for o governantes que esteja no poder, torço pra que dê certo.

Além de tudo, sou reservista justamente do Batalhão da Guarda Presidencial. Se fosse preciso, e convocado pra isso, eu não pensaria duas vezes em dar a vida pela presidente, ou por qualquer outro que lá esteja, pois a democracia é algo que conquistamos com muito custo, e ela precisa ser mantida.

Também não concordo com acampamento na frente do palanque, justamente por ser área de segurança. A população tem o direito de manifestar, no entanto, deve haver respeito mutuo, inclusive respeito por quem quer simplesmente assistir ao desfile. Além disso, se estamos lutando justamente para que os politicos passem a respeitar as leis, não podemos, nessa luta, fazer o mesmo que eles, ou seja, desrespeitar leis.

Agora que vi este post, o site, e tudo mais. Vou responder, e depois ler os demais comentários.

1 – Não sou mais organizador do MBCC, saí justamente porque estava prevendo que tentariam atacar o movimento por minha causa, pelos fatores que irei expor abaixo. O domínio será transferido para outro organizador do MBCC assim que este nome for indicado;

2 – Não sou nem nunca fui líder do MBCC, como disse, não sou sequer organizador mais. Além disso, não foi o MBCC que organizou o acampamento.

3 – Não sou filiado a partido político, não porque sou contra eles, apenas porque não me identifico com nenhum. No entanto, converso tranquilamente com simpatizantes/militantes de qualquer partido, já votei em PT, PSOL, PSDB, etc. Não voto em partidos, e sim em pessoas, se a pessoa apresenta propostas com as quais concordo, se é ficha limpa, eu voto nessa pessoa. Acho que a diversidade de idéias, inclusive na política, é condição essencial para a democracia. É complicado chamar uma pessoa de idiota, disso, ou daquilo, sem nem ao menos saber um pouco mais sobre como a pessoa realmente pensa;

4 – Sempre defendi e sempre defenderei o pacifismo como instrumento para mudar a sociedade. Sou contra ações violentas tanto da parte da polícia, quanto da parte dos manifestantes, no entanto, caso alguém aja com violência, que assuma a responsabilidade pelos seus atos.

5 – Sim, sou atirador esportivo, registrado na Federação Brasiliense de Tiro Esportivo. Lembro que o Tiro Esportivo é um esporte olimpico, responsável, inclusive, pela primeira medalha de ouro do Brasil em Olimpiadas;

6 – Também defendo o direito a legitima defesa de todo cidadão, assim como o direito de possuir e portar uma arma, desde que cumpra os requisitos especificados na lei. Você que está lendo, tem o direito de discordar desta opinião, é claro, assim como eu tenho o direito de tê-la;

7 – Nunca cometi um crime, inclusive, este é fator necessário para se tornar atirador esportivo, visto que são apresentadas várias certidões de nada consta criminal;

8 – Para se tornar atirador esportivo, além dos requisitos já citados, é necessário fazer um teste psicológico muito mais complexo do que o teste para tirar uma carteira de motorista por exemplo, e que consegue detectar, entre outras coisas, se a pessoa tem alguma tendencia violenta, por exemplo;

9 – Nunca faria nada contra nenhuma autoridade deste país, como falaram que eu poderia estar planejando, simplesmente porque isso é contra as leis, e se tem algo que faço questão de respeitar são as leis, ao contrário de muitos autoridades;

10 – Sobre a Dilma, em especial, votei nela inclusive, acho que ela cometeu MUITOS erros, porém, não a vejo como problema, e mesmo que visse, a única coisa que poderia fazer é protestar, pedir por justiça, além de não votar nela nas próximas eleições. No entanto, o grande problema que vejo hoje é a falta de participação do povo no dia-a-dia politico do país, costumar nos manifestar e participar da vida política, somente quanto acontece algum ato de corrupção, ou quando a situação está ruim, o que pra mim é um grande erro. Também não sou bitolado ideologicamente, como já disse. Quer seja Dilma, Aécio, Marina, Joaquim Barbosa, PT, PSDB, PSOL, etc, etc, no poder, eu desejo é que faça um bom governo e dê uma vida melhor para nós brasileiros, pois merecemos.

11 – No mais, caso alguém queira algum esclarecimento adicional, estou a disposição.

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Grupo radical de direita planeja atentados no 7 de setembro

Desfile

Bomba!

Um dos rostos invisíveis do grupo Anonymous no Brasil é uma mulher, carioca, 59 anos, solteira com estreitas ligações com oficiais da reserva que serviram a ditadura militar.

Ela é habitué do Clube Militar e costuma participar de seus eventos. Recentemente esteve nos EUA onde se encontrou com direitistas republicanos e cubanos Anti-Castro.

Ela comanda um grupo de radicais que planeja atentados nos desfiles do Rio e Brasília. Alguns deles estão infiltrados nos protestos contra o governador Sérgio Cabral. É necessário que a PF investigue suas ações urgentemente!

Outro Rio Centro, não!

A propósito, o Clube Militar criticou o editorial de “O Globo” que reconheceu como “equívoco” o apoio ao golpe militar de 1964. Intitulado “Equívoco, uma ova”, o texto do clube, publicado no seu site, diz que o jornal adota uma “mudança de posição drástica” e pratica uma dupla mentira ao se desculpar pelo apoio.” Trata-se de revisionismo, adesismo e covardia do último grande jornal carioca”, critica.

 

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Cassia Eller está viva. Na Barra da Tijuca

Cassia Eller

Meu amigo e irmão Mario Marques reencontra Cassia Eller na Barra da Tijuca. Duvida? Leia o quer vai abaixo:

Pois paro o carro no Jardim Oceânico, Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, para falar ao telefone mais concentradamente e me deparo ao acaso com Wanderson Eller e suas filhas na calçada. Wanderson é primo de Cássia, produtor dos dois primeiros discos da cantora, os dois discos que realmente importam, sinceramente.

Há muito não via Wanderson. Nós nos conhecemos numa casa mucho louca alugada para Cássia Eller no começo dos anos 90, no Recreio. Se não me engano, Cássia gravava o arrebatador e único disco de estreia. Lá dentro, todo mundo peladão, Cássia, seus músicos, roadies, produtores. Estupefato, fui levado a um quarto para ver os cromos (sim, cromos) de divulgação do disco e escolher uns dois para uma matéria que faria sobre ela na minha primeira aventura na música, o jornal de música “A Clava do Som”.

Dali em diante entrevistei Cássia muitas vezes até começar a me desligar a partir do terceiro disco, já inundado de figurões da MPB.

Pois meu encontro com Wanderson, de 10 minutos, foi arrepiante. Iniciávamos um papo quando começou a tocar C;assia Eller na rádio do meu carro, sintonizado na MPB FM. Em choque, Wanderson tratou de pôr fim na noite pedindo para eu olhar para minha própria camisa.

Eu estava com uma camisa de promoção de “Acústico MTV”, de Cássia, que ganhei no dia do show, acho que em São Paulo. E não me lembrava de estar com ela na pele. Foi susto até para mim.

Fiquei muito emocionado porque, embora tenha me desligado completamente de Cássia do meio dos anos 90 até sua morte prematura, ainda tinha na mente todas as lembranças de nossos primeiros encontros, antes de virar o sucesso que virou.

Wanderson foi a conexão dessa energia. Coincidências assim mexem com a gente.

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O Brasil pode ter acordado agora, mas eu não durmo desde a ditadura militar

Certas pessoas podem ter acordado agora, mas eu não durmo desde a ditadura militar que prendeu, torturou e matou centenas de jovens. Naquela época, então com 16 anos, fui preso duas vezes.

A primeira por pichar um muro em que pedia, acreditem, democracia, liberdade e eleições diretas.

O Brasil mudou de lá para cá, apesar do sono profundo de certas pessoas. A luta, para quem nunca cochilou como este escriba e tantos outros, continua!

Continuo um cético que se recusa a perder a esperança.

Ailton Medeiros 2012

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Que bonito é…

Novo Maracanã

O texto que se segue é sobre o novo Maracanã e seu autor é o jornalista Joaquim Ferreira dos Santos cujo único defeito é torcer pelo Flamengo. Vale a leitura!

“Meu caro Mário Filho

Joaquim Ferreira dos Santos

Estive no estádio que leva o seu estimado nome, grande jornalista esportivo, e vou ser sincero: não o reconheci naquelas cadeiras azuis, brancas e amarelas. Querendo fazer graça, quando cheguei ao meu lugar, quase à beira do gramado, ali mesmo onde antes ficavam os geraldinos, fui em direção a uma mocinha de verde, que fazia as honras da casa e dava as informações. Perguntei: “É aqui mesmo o Maracanã, o estádio Mário Filho?”.

Longe de mim, prezado Mario, o saudosismo de lamentar que agora, sem a divisão entre geral e arquibancada, estes não poderão mais jogar saquinhos de xixi em cima dos primeiros, como era hábito notório.

Tem gente chorando saudades por todos os lados, dizendo que não sabe mais se aquele é o gol da Quinta da Boa Vista ou onde foi mesmo que o Rondinelli meteu aquele gol de cabeça contra o Vasco.

Longe de mim, a saudade de dizer que naqueles mármores do Lounge Vip não poderá passar uma nova charanga do Jaime, ou que a Dulce Rosalina, coitada, não teria roupa para ir num evento em cenário tão tranchã.

Eu fiquei inteiramente perdido nesta primeira visita, como se tivessem deletado todas as minhas referências particulares no estádio. Onde é mesmo que eu estava, na primeira vez que vim aqui, naquele esculacho que o Bangu deu no Flamengo, em 1966, quando o Almir Pernambucano, levando de três a zero, melou o jogo e saiu dando porrada nos rosadinhos de Moça Bonita.

Eu gostaria que o mundo continuasse preservando todos os meus cenários importantes, até mesmo os mais tristes, aquela arquibancada atrás do gol de onde eu, já comemorando o título, vi a dupla Washington e Assis roubando a taça no último momento do Fla-Flu.

Qualquer garoto carioca poderia traçar a história da sua vida a partir das idas e vindas ao Maracanã. A namorada que o acompanhava, o tio que o protegeu de uma briga de torcidas, a presença histórica naquele Brasil e Paraguai, 180 mil pessoas, o recorde de público no estádio.

Pois, meu caro Mario Filho, eu estive no novo Maracanã e devo lhe informar que não há mais qualquer sinal do estádio a que você deu nome. Imagino que a qualquer momento, sabedor que sou de sua dignidade e caráter, você vá mandar aí do sobrenatural uma mensagem liberando as autoridades a mudarem o nome do estádio.  Continuar lendo

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O Brasil é uma merda!

Capa Epoca

O PIG é capaz de tudo para destruir a imagem do país. O ato terrorista de Boston foi parar na capa da revista ÉPOCA com seguinte indagação: “E se fosse na Copa?”

Meu Deus, o que os atentados de Boston tem a ver com a Copa? Rio não é Boston, Brasil não é EUA.

No final de 2011, um colunista do PIG previu o caos na cidade maravilhosa que dali a alguns meses iria sediar a conferência Rio+20. Não houve caos algum, mesmo com a cidade lotada de turistas, visitantes e dezenas de chefes de Estado.

Já faz alguns anos, um articulista de “O Globo” criticou ferozmente as autoridades do Rio por liberarem o show dos Rolling Stones na praia de Copacabana. Ele ainda acusou o prefeito Cesar Maia de promover um novo Altmont.

Vocês não sabem? Eu explico.

Em dezembro de 1969 Mick Jagger resolveu encerrar a turnê americana da banda com um grande concerto grátis no autódromo de Altamont, na Califórnia. Além dos Stones, passaram pelo palco (1 metro e 21 centímetros de altura) Santana, Jefferson Airplane, The Grateful Dead, The Flying Burrito Brothers e Crosby, Stills, Nash and Young.

Para fazer a segurança, Sam Cutler, o tour manager dos Stones, convidou os Hells Angels. O saldo não foi nada positivo: um afogamento, atropelamentos, brigas e um homicídio: a morte de Meredith Hunter, um homem negro de 18 anos.

Mas ao contrário do que previu o Corvo do jornal “O Globo, a apresentação dos Rolling Stones em Copa foi apoteótica.

A pergunta que não quer calar é: O que essa gente ganha com o insucesso brasileiro? Nada. Apenas o prazer de estufar o peito e dizer: “Eu não disse! O Brasil é uma merda”!

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Quem é a potiguar que está à direita de Orson Welles

A foto da capa da biografia recentemente publicada de Orson Welles, do britânico Simon Callow, mostra o artista americano no Rio, no auge de sua fama. De terno de linho imaculadamente branco, Welles segura em uma das mãos uma bebida, provavelmente cachaça, e na outra um charuto aceso.

Duas mulheres, vestidas à baiana, molduram o cineasta. A da esquerda é a cantora Elizeth Cardoso. A de sua direita é potiguar. Como é seu nome? Não sabem?

Trata-se da cantora Ademilde Fonseca que morreu em março de 2012, aos 91 anos.

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A VIDA NA CIDADE É EXCITANTE

Sou tão apaixonado pela vida urbana que raramente saio do meu bairro. Moro em Ponta Negra porque aqui tem tudo que aprecio: bares, restaurantes, cinemas, livrarias, mulheres bonitas e o ambiente é cosmopolita, impossível no restante da cidade.

E a vida aqui não para. Já morei no Centro quando o Centro era o centro de tudo.

Reitero, nada se compara a viver numa cidade por isso fico excitado quando escuto falar de Paris, Nova York, Budapeste, Amsterdam e Rio de Janeiro. A vida nesses lugares é excitante.

Este, aliás, é o tema do artigo de Ruy Castro na “Folha” desta sexta-feira.  Confiram:

Uma loja de discos que fecha suas portas no Rio, um cinema que faz o mesmo em São Paulo e sabe-se lá quantas livrarias brasileiras, principalmente as de pequeno porte, não estão correndo igual risco neste momento. Os espaços de convivência adulta e civilizada diminuem. Se podemos “baixar” discos, ver filmes no vídeo ou comprar livros pela internet, para que sair de casa, enfrentar o trânsito, lutar pelo estacionamento e roçar cotovelos com outros, ora veja, seres humanos?

O avanço da tecnologia parece nos conduzir à independência, à liberdade e à autossuficiência. Dito assim é bonito. Já não o será tanto se convertermos a frase à sua verdadeira essência -a de que tal avanço está nos condenando ao individualismo, ao egoísmo e à solidão. E não sei também se esse comodismo não denotará uma certa dose de covardia em relação à vida.

Você dirá que as cidades ficaram hostis, inseguras, impróprias para uso humano, e que bom que a tecnologia nos permite certos confortos. Eu diria que exatamente por isto deveríamos lutar pelas cidades -por cada cidadela de delicadeza que elas ainda comportem.

Um cinema que fecha é uma calçada, um pipoqueiro e uma fila a menos numa cidade. É mais um quarteirão sem luzes, sem movimento noturno e sem possibilidade de encontros, amigáveis ou amorosos. É um lugar a menos para flanar, para fazer hora, até para paquerar. E é também um cenário a menos para que os jovens descubram e troquem ideias sobre cultura, história, comportamento.

Não acho que os cinemas devam continuar abertos mesmo que às moscas. O que lamento é a perda dos ditos espaços de convivência nas cidades. Para cada cinema, loja de discos ou pequena livraria que sai de cena, um supermercado, banco ou farmácia toma o seu lugar, ocupa-o agressivamente e nos embrutece um pouco mais.

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NOITE CARIOCA

LEBLON E IPANEMA

Quem ainda lembra de uma antiga marchinha que dizia: “Rio, cidade que seduz/de dia falta água/de noite falta luz”. 

Esses tempos acabaram, felizmente.

Basta dar uma olhada nessa foto.

Trata-se da orla do Leblon e Ipanema que acaba de ganhar nova iluminação.

A prefeitura instalou 630 iluminárias nas avenidas Delfim Moreira e Vieira Souto.

A nova iluminação custou 850 mil reais.

Aqui na Taba reina as trevas.

Ponta Negra, por exemplo, é tão escura à noite que parece mais um bordel.

E é.

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