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O que Diogo Mainardi tem a ver com o vândalo Pierre Ramon

Pierre Ramon Alves de Oliveira que apareceu na televisão depredando a prefeitura de São Paulo, no protesto de terça-feira, é estudante de arquitetura de uma universidade privada e filho de um empresário da área de transportes.

Após confessar ter participado da depredação, Ramon decidiu pedir desculpas. A polícia havia solicitado sua prisão temporária por formação de quadrilha, mas o juiz negou o pedido.

Ramon é a versão atual de Diogo Mainardi. Eu explico. Em 1979, Mainardi aderiu as manifestações promovidas pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo depredando e saqueando uma loja no centro da capital paulista.

Mainardi foi colunista de Veja. Se depender da revista da Abril, o futuro de Ramon está garantido!

Diogo Mainardi

 

Protestos em SP

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O Brasil pode ter acordado agora, mas eu não durmo desde a ditadura militar

Certas pessoas podem ter acordado agora, mas eu não durmo desde a ditadura militar que prendeu, torturou e matou centenas de jovens. Naquela época, então com 16 anos, fui preso duas vezes.

A primeira por pichar um muro em que pedia, acreditem, democracia, liberdade e eleições diretas.

O Brasil mudou de lá para cá, apesar do sono profundo de certas pessoas. A luta, para quem nunca cochilou como este escriba e tantos outros, continua!

Continuo um cético que se recusa a perder a esperança.

Ailton Medeiros 2012

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O último suspiro

Serra

Em artigo publicado no seu site Diário do Centro do Mundo, o jornalista Paulo Nogueira afirma que o dado mais importante da pesquisa do DataFolha que apontou Marta Suplicy como o melhor prefeito da cidade nas últimas três décadas, é o que mostra que apenas 8% dos paulistanos simpatizam hoje com os tucanos.

O que isso significa? Que o PSDB respira por aparelhos em São Paulo.

A culpa desse destroçamento Nogueira atribui a José Serra.

“Serra não foi apenas um prefeito incompetente, incapaz de sequer proteger as árvores da cidade de tombarem a qualquer chuva e de inibir a proliferação de pernilongos. Ele foi também um tratante comprovado: prometeu que ficaria no cargo aos paulistanos nas eleições e depois, sem pudor, esqueceu o que disse.E deixou em seu lugar um administrador ainda mais inepto que ele, Kassab, sob o qual qualquer chuva podia virar uma enchente”, escreve o jornalista.

Qualquer semelhança com o DEM dos Maia (Agripino, Cesar e Felipe) não é mera coincidência.

Segue o artigo de Paulo Nogueira:

O dado mais relevante da última pesquisa do Datafolha é o que mostra que apenas 8% dos paulistanos simpatizam hoje com os tucanos.

Um foi ganhar dinheiro com palestras, o outro destruiu o partido em seu principal reduto

Passou relativamente em branco o dado mais importante da pesquisa feita pelo Datafolha para comemorar os seus trinta anos.

O foco do noticiário foi para a surpreendente escolha pelos paulistanos de Marta Suplicy como o melhor prefeito da cidade nas últimas três décadas. (Isso pode fortalecer Marta para uma eventual candidatura ao governo.)

Mas o dado mais relevante é um que diz respeito ao partido que dominou a cena paulista e paulistana nos últimos vinte anos: o PSDB. Continuar lendo

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PAULICÉIA DESVAIRADA

Mino Carta tem razão, São Paulo é muito estranho.

A capital paulista era contra Getúlio Vargas e a favor da oligarquia. Apoiou o populismo de Adhemar de Barros e inventou Jânio Quadros para a política. Vociferou contra Juscelino Kubitschek. Com as Marchas com Deus pela Família, preparou e apoiou o golpe militar de 1964. Revelou Paulo Maluf.

Na eleição de 1985, elegeu Jânio contra Fernando Henrique. Na primeira direta para presidente, elegeu clamorosamente Fernando Collor. FHC contra Lula? FHC (duas vezes). Maluf contra Eduardo Suplicy? Maluf. Celso Pitta contra Luiza Erundina? Pitta. José Serra contra Lula? Serra. Geraldo Alckmin contra Lula? Geraldo. Serra contra Marta Suplicy? Serra. Gilberto Kassab contra Marta? Kassab.

Vereador mais votado: o eminente Gabriel Chalita. Faz todo o sentido.

Quando Luiza Erundina venceu em 1988, não havia segundo turno. Em 2000, o eleitor correu para Marta Suplicy só porque tinha se cansado da impagável dupla Maluf-Pitta.

Exceções que confirmam a regra.

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