O mês de outubro será agitado para os fãs do Led Zeppelin. Além da turnê de Robert Plant pelo Brasil, o show que reuniu a banda em Londres, em dezembro de 2007, será exibido nos cinemas a partir do dia 17 de outubro.
Durante duas horas a banda executou 16 músicas, “Black Dog”, “No Quarter”, “Dazed and Confused”, “Stairway to Heaven”, “The Song Remains the Same”, “Kashmir”, “Whole Lotta Love” e “Rock and Roll”.
Vejam o trailer que começa a ser exibido nos cinemas nesta quinta-feira. Pauleira total!
O marchand Jean Boghici, dono da cobertura em Copacabana que pegou fogo semana passada destruindo obras de arte como a tela “Samba”, de Di Cavalcanti, avaliada em 50 milhões de reais, esteve no início dos anos 60 em Natal onde conheceu o folclorista Câmara Cascudo.
Reportagem de “O Globo” conta detalhes da aventura desse romeno de 84 anos que chegou ao Brasil num navio francês em 1948 sem um tostão no bolso.
Sua paixão pelas artes lhe rendeu um convite da produção do programa “O céu é o limite”, de J. Silvestre, no qual respondia a perguntas sobre o pintor holandês Van Gogh.
Com o dinheiro ganho, comprou um apartamento e pagou as dívidas. Segue a reportagem na íntegra:
RIO – Dois dias após o incêndio que consumiu parcialmente sua cobertura em Copacabana, destruindo preciosas obras de arte, o marchand Jean Boghici, 84 anos, enfrentava uma via-crúcis de compromissos burocráticos relativos ao incidente. O que mais o entristecia, porém, era a perda de dois dos 12 gatos que viviam no apartamento e o fato de não ter podido ir ao enterro dos bichanos, na manhã seguinte.
— A primeira coisa que minha mulher fez foi tentar salvar os animais. Foi uma atitude muito humana, muito bonita — elogia. — Infelizmente, algumas coisas se perderam.
Aqueles que tiveram o privilégio de conhecer o apartamento compreendem a dimensão do episódio. A explosão de cores que saltava das paredes, cobertas por quadros de cima a baixo, desnorteava o visitante de primeira viagem. Fulguravam ali telas de Di Cavalcanti, Volpi, Cícero Dias, Segall, um dos maiores acervos de Debret do mundo, além de esculturas de Calder e Krajcberg e uma vasta coleção de artistas soviéticos. Parte dos móveis era assinada pelo designer português Joaquim Tenreiro. Mais do que obras de arte, muito do que estava ali eram lembranças de artistas com quem Boghici conviveu.
— Ele vivia num aquário de quadros. Sua vida é habitada por obras, e as obras são habitadas por ele — resume o marchand Leonel Kaz, um dos curadores da exposição inaugural do Museu de Arte do Rio, em novembro, com um andar inteiro dedicado à coleção de Boghici. Continuar lendo →
O rock é um gênero musical que surgiu nos anos 1950 de uma mistura de rhythm and blues, country, folk e outros ritmos. Sinônimo de contestação, ajudou a mudar os costumes criando um estilo de vida. Em homenagem ao Dia Internacional do Rock, selecionei oito filmes sobre o assunto que considero interessante.
The Song Remains the Same (1976)
Em 1973, o Led Zeppelin realizou um famoso concerto no Madison Square Garden, em Nova York. É justamente este show que é visto neste documentário co-dirigido por Peter Clifton e Joe Massot, que inclui uma longa versão da canção “Dazed and Confused”, com 23 minutos de duração.
O filme também reúne cenas caseiras dos integrantes da banda, cenas de bastidores e a repercussão do roubo do dinheiro do concerto dos cofres do hotel Drake, em Nova York, onde Jimmy Page, Robert Plant, John Bonham e John Paul Jones estavam hospedados.
Woodstock (1970).
Documentário dirigido por Michael Wadleigh sobre o lendário festival de música ocorrido em 1969 numa fazenda no Estado de Nova York, reunindo Jimi Hendrix, Joan Baez, Santana, The Who, Crosby Stills and Nash, Ritchie Havens, entre outros astros.
Chuck Berry, o Mito do Rock (1987).
Para comemorar o aniversário de 60 anos de idade, o guitarrista e bluseiro Chuck Berry realizou um famoso concerto no Fox Theatre, em St. Louis, Missouri. Dirigido por Taylor Hackford, o documentário traz entrevistas e participações de John Lennon, Eric Clapton, Bruce Springsteen, Little Richard e Roy Orbison.
U2: Rattle and Hum (1988).
Mostra uma o grupo irlandês numa triufante turnê pelos Estados Unidos, com shows em várias cidades e gravações de estúdio, incluindo uma participação de B.B.King.
Tommy (1975).
Direção de Ken Russel. Adaptação da primeira ópera rock lançada em 1969 pelo grupo The Who com participações de membros da banda com participações de Elton John, Eric Clapton, Tina Turner e Jack Nicholson.
A Hard Days Night (1964).
O filme dirigido por Richard Lester tenta capturar o clima do início da beatlemania.
O Último Concerto de Rock (1978).
A The Band realizou em 1976 seu último concerto e resolveu fazer dele uma celebração. Participação de astros e estrelas do rock como Eric Clapton, Bob Dylan, Neil Young, Joni Mitchell, Van Morrison, Muddy Waters, Neil Diamond, Paul Butterfield, The Staples, Ringo Starr, Ron Wood, Dr. John, Ronnie Hawkins e Emmylou Harris. Direção de Martin Scorsese.
Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1973).
Filmado em 30 de julho de 1973, foi o último concerto do personagem Ziggy Stardust, de David Bowie. A trilha sonora traz algumas de suas melhores canções, como “All the Young Dudes”, “Changes”, “Space Oddity” e “Time”.
Depois de dirigir “Era do Gelo 2″ e “Era do Gelo 3″, dois grandes sucessos de bilheteria, o diretor brasileiro Carlos Saldanha prepara outro longa cuja história se passa no Rio de Janeiro e terá como protagonista uma arara azul, que volta ao país depois de deixar sua confortável gaiola nos Estados Unidos.
A estreia está prevista para abril de 2011. Confiram o trailer:
Reportagem da “Folha” destaca que empresas patrocinadoras do filme “Lula, o Filho do Brasil” mantém negócios com o governo federal.
O jornal cita a Volkswagen, a Oi, e a EBX, do empresário Eike Batista, que doou R$ 1 milhão. Como observou Luis Nassif, qual empresa brasileira, dentre as 50 maiores, não têm nenhum negócio com o governo?
Uma pena que a “Folha” tenha esquecido a Globo Filmes que meteu 800 mil reais no negócio como revelou Lauro Jardim.
Voltaire tem razão: quando o assunto é dinheiro, todos são da mesma religião.
O filme “Lula, o filho do Brasil”, de Fábio Barreto, ganhou amplo destaque no ”Los Angeles Times” desta segunda-feira.
O longa, orçado em 10 milhões de dólares e com estréia prevista para janeiro de 2010, começa com Lula garoto em meio a miséria no interior de Pernambuco e termina em 1980, quando o presidente, já um líder trabalhista poderoso, é preso pela ditadura militar.
A TV U exibe neste sábado, às 16h30, seu curta “Natal 60 anos depois”. Trata-se de um documentário produzido em 2005 sobre os ex-combatentes da II Guerra.
Em 2006 o filme foi exibido na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. E foi bastante elogiado.
Levantamento realizado jornal “O Estado de S. Paulo” revela que 23 dos 81 senadores – quase um terço da atual legislatura – são proprietários de empresas de rádio ou TV.
Um deles é o senador potiguar e líder do DEM, José Agripino Maia.
A prática é proibida pela Constituição e pelo Código de Ética do Senado.
O artigo 54 da Constituição deixa claro que deputados e senadores, depois de empossados, não podem ser “proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada”.
O descumprimento da regra implica, de acordo com o artigo 55, “perda do mandato”. Já o Código de Ética do Senado proíbe os senadores, no artigo 4º, de “dirigir ou gerir empresas, órgãos e meios de comunicação”, assim considerados aqueles que executem serviços de rádio e televisão.
Ouvido pelo jornal, o senador Jefferson Péres (PDT-AM) disse que “não importa se proprietário ou gestor, a emissora coloca o político em situação de privilégio”.
Já o ministro do STF, Marco Aurélio Mello, afirmou que geralmente os políticos “colocam uma pessoa próxima, de sua confiança, para ocultar a relação com o veículo. Só ingênuo aceita essa realidade”.
Tem razão o ministro. É o caso de José Agripino, cuja emissora de televisão é administrada pelo filho Felipe Maia e parentes.