Aílton Medeiros
"Não consigo tomar partido por um sujeito, por um partido, por uma classe, por um país, por um filósofo, ou mesmo por uma filosofia, por um poeta, por uma escola literária, por um regime político. Tenho horror ao um..." (Alceu Amoroso Lima)

BREVE HISTÓRIA DO TEMPO

Publicado em 24/08/07 às 11h55min por Ailton Medeiros

O tempo sempre foi um tema recorrente na poesia de Carlos de Drummond de Andrade. Poderia citar aqui vários exemplos, mas vou me limitar ao poema “Mãos dadas” cujos versos finais são: “O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente”.  
E é dele que o poeta mineiro trata em “Tempo passa? Não passa”, um dos mais belos [...]


NÃO HÁ FALTA NA AUSÊNCIA

Publicado em 17/08/07 às 16h41min por Ailton Medeiros

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade


UM RETRATO NA PAREDE

Publicado em 17/08/07 às 12h10min por Ailton Medeiros

Mãos dadas
Carlos Drummond de Andrade
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de [...]


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