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	<title>Ailton Medeiros &#187; LUIZ CARLOS BARRETO NA FOLHA</title>
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		<title>ABAIXO A PATRULHA</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 15:27:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ailton Medeiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[LUIZ CARLOS BARRETO NA FOLHA]]></category>

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		<description><![CDATA[Luiz Carlos Barreto é produtor cinematográfico de grandes sucessos como &#8220;Dona Flor e seus Dois Maridos&#8221;, &#8220;O que É Isso, Companheiro?&#8221; e mais recentemente &#8220;Lula, o Filho do Brasil&#8221;.
Há seis semanas em cartaz, o filme já foi visto por 800 mil pessoas. &#8220;Lula, o Filho do Brasil&#8221;, conta a trajetória do presidente brasileiro, de Garanhuns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Luiz Carlos Barreto é produtor cinematográfico de grandes sucessos como &#8220;Dona Flor e seus Dois Maridos&#8221;, &#8220;O que É Isso, Companheiro?&#8221; e mais recentemente &#8220;Lula, o Filho do Brasil&#8221;.</p>
<p>Há seis semanas em cartaz, o filme já foi visto por 800 mil pessoas. &#8220;Lula, o Filho do Brasil&#8221;, conta a trajetória do presidente brasileiro, de Garanhuns onde nasceu, até se tornar líder sindical em São Paulo, nos anos 1980. Em artigo publicado neste domingo na &#8220;Folha&#8221;, Barretão critica o patrulhamento ideológico em torno do filme. Vale a pena ler. Confiram:</p>
<p> Abertura do Festival de Brasília, 17/11/09, primeira exibição pública de &#8220;Lula, o Filho do Brasil&#8221;. Enquanto o filme se desenrolava na tela, já estava em curso o massacre político promovido por um exército de escribas, comentaristas políticos, colunistas sociais improvisados, ex-militantes políticos de aluguel, cientistas políticos de plantão convocados a se manifestar apenas do ponto de vista especulativo sobre seu potencial político-eleitoral, afirmando que a eleição presidencial de 2010 seria decidida a partir da força emocional do filme.</p>
<p>Além da ingenuidade infantil dessa tese (ou de sua má-fé?), o que eles questionavam era o nosso direito de fazer um filme sobre o assunto que escolhemos. Pode-se fazer filmes sobre Bush, Berlusconi ou Mitterrand pelo mundo afora, como tem acontecido. Pode-se fazer filmes sobre Getúlio, Juscelino, Tancredo, Jânio ou o empresário Boilesen. Mas sobre Luiz Inácio da Silva, não.</p>
<p>Há os que viram (mais de 800 mil pessoas), os que não viram ainda e os que viram, mas não quiseram ver o filme como um filme com todos os seus méritos e valores cinematográficos, como testemunharam e assinaram embaixo Ziraldo (&#8221;Uma história bem contada e bem filmada.</p>
<p>Impossível não se comover&#8221;), Zuenir Ventura (&#8221;O filme mexe com a emoção e vai inundar os cinemas de lágrimas&#8221;) e Cacá Diegues (&#8221;A história de vida que esse filme conta com muita emoção nos ajuda a compreender melhor o valor da democracia, do direito de todos à liberdade e oportunidade&#8221;).</p>
<p>Falar dos méritos e eventuais deficiências desse filme de Fábio Barreto era uma obrigação dos críticos, e é claro que todo mundo tem direito de externar sua opinião, de gostar ou não gostar do filme que viu.</p>
<p>Mas, de tudo que li, poucos tiveram a honestidade intelectual e profissional de criticar o filme como uma obra cinematográfica, escolhendo contestar o direito que qualquer cineasta tem de fazer um filme sobre o assunto que bem entender. A maioria dos que escreveram sobre &#8220;Lula, o Filho do Brasil&#8221; preferiu este último caminho elitista, censor e autoritário.</p>
<p>Esse processo revela o espírito &#8220;patrulheiro&#8221; que ainda resta no Brasil como sequela do período autoritário da ditadura militar, quando Cacá Diegues denunciou as patrulhas ideológicas. O espanto é que, em pleno regime democrático que o Brasil vive e respira, haja lugar para esses procedimentos e expedientes antidemocráticos.</p>
<p>A democracia não é o regime que deve silenciar aqueles com os quais não concordamos, eliminá-los ou evitar que eles se manifestem. Na democracia, quando não estamos de acordo com alguma ideia que nos incomoda, produzimos a nossa para que haja um confronto livre entre as duas e a população possa escolher a sua alternativa. Mas os nossos detratores preferiram contestar nosso direito de realizar o filme, manifestando seu desejo antidemocrático de que esse filme jamais fosse feito ou exibido.</p>
<p>Toda a engenharia financeira foi montada às claras e de forma transparente. Desde a partida, decidimos não utilizar nenhuma forma de renúncia fiscal nem buscar o aporte de empresas estatais. Mesmo assim, levantaram-se dúvidas e insinuações de que estávamos utilizando recursos incentivados, acusações que serviam e serviram para provocar antipatia ética pelo filme, pondo em segundo plano suas qualidades cinematográficas.</p>
<p>Agora estamos reformulando algumas estratégias do lançamento comercial, que está iniciando sua sexta semana e já acumula mais de 800 mil espectadores, e sabemos que ainda resta muito chão pela frente, seja no sistema convencional de exibição em salas, seja no sistema alternativo de exibição, que vai levar o filme a uma grande parte de 90% dos municípios do Brasil que não têm cinema.</p>
<p>É lá no Brasil profundo, a preços populares e condizentes com o poder aquisitivo dessas populações, que iremos atingir o público alvo do filme: os Silvas deste país, que precisam e querem conhecer o exemplo de força, persistência e superação de Dona Lindu e seus oito filhos, exemplo que vai correr o mundo em telas de cinema, TV aberta, cabo, DVD e internet.</p>
<p>Nesse sentido, já temos estreias marcadas na Argentina, no Chile, no Uruguai e no Paraguai ainda neste primeiro semestre de 2010, e na Colômbia, no Peru, na Venezuela, no Equador, na Bolívia e no México no segundo semestre de 2010.</p>
<p>Qualquer mudança nessa trajetória do nosso pau de arara cinematográfico, informaremos, na certeza de que não vamos influir nas eleições de nenhum outro país. Queremos apenas ter o direito de contar e ver acompanhada pelo público uma história que julgamos relevante para a consolidação da autoestima de nosso povo, para a consolidação de nossa democracia e para o progresso do cinema brasileiro como um todo.</p>
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