UM ESTRANHO NO NINHO
Caça às bruxas na “Veja”.
Eurípedes Alcântara liberou o pistoleiro de aluguel Reinaldo Azevedo para bater, acreditem, num colunista da própria revista.
Trata-se de André Petry.
As críticas a Petry são antigas, mas hoje o tom subiu.
O pretexto é o artigo do jornalista na edição impressa defendendo o projeto de lei aprovado na Câmara criminalizando a homofobia.
As críticas se estendem aos comentários, todos desqualificando Petry.
Um deles, atribuído a uma suposta Cris (trata-se na verdade do próprio Azevedo) debocha até dos cabelos longos do jornalista.
Que maldade.
Confiram:
Cris disse…
Rei,
Não gosto de Petry. Geralmente, para não dizer sempre, discordo dele. Acho-o um “politicamente correto”, daqueles de manual.
Acho que é o raciocínio dele é mais raso do que você pensa! Me ocorreu, ao ler o que ele escrevia, que ele confunde tudo, no conceito “Terra sem Lei”. Confunde a impunidade de que somos vítimas com a não aplicação da Lei, e desconsidera o ato original, que é o crime de que também somos vítimas.
Na minha leitura, ele atropela o primeiro e “culpa” o segundo. Assim, o ato de matar, em sí, é minimizado, dando-se ênfase ao ato de não punir com rigor.
Coisa de quem vive com o Manual do Politicamente Correto no bolso, e habituou-se a atribuir o crime à sociedade – sabe como? – e às instituições, que são sempre as “culpadas”. O indivíduo, não. Nada de indivíduo, nada de escolha moral. Ao individuo, chama de “povo” e o povo é “coitado”, vítima do “sistema”.
Nunca tem culpa.
Petry deveria, ao meu ver:
1. Cortar os cabelos, fazer a barba e tentar parecer um pouco adulto. Ando muito desconfiada de gente que usa os cabelos mais longos do que sua idade permite, e insiste em ter, na maturidade, aparência de garotão. Exemplos: Wellington Salgado, Paulo Vanucci, Fernando Haddad, Carlos Minc. Tá de bom tamanho?
2. Jogar fora o Manual das Práticas Politicamente Corretas (ou o Enciclopedia Completa do Preconceito Aplicado e Disfarçado).
3. Por fim, tentar pensar com a própria cabecinha.



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30/06/08 às 15:50
Ailton, gostei da frase, Eurípedes Alcântara liberou o pistoleiro Reinaldo Azevedo Careca (esse o motivo por se preocupar com a cabeleira do Petry)para atecar o colega da veja.
Já tentei postar no pistoleiro, mas a forma de postar me fez desistir. A grande quantidade de postadores são sempre anônimos, para terem a coportunidade de atacar jornalistas, que não seguem sua cartilha.
30/06/08 às 16:09
Que coisa mais feia o papel de Reinaldo Azevedo, hein?
30/06/08 às 16:14
Conheço André Prety faz anos, é inteligente, culto e competente. Já Reinaldo com quem trabalhei na Folha é um escroque.
30/06/08 às 16:35
Não sei se dá para afirmar que seja o próprio se passando por outrem, mas… de qualquer maneira, sabe-se que o carecão tem uma súcia de babões que adora imitar o “estilo”.
Outra: ultimamente, xingar o politicamente correto (que levou a exageros sem fim, é óbvio) virou escusa para exercitar o elitismo preconceituoso que infesta os pseudo-letrados no Brasil.
30/06/08 às 18:56
Não vejo nada demais, o Reinaldo apenas discordou do Petry. Ele não pode pensar diferente?. O resto é bobagem.
30/06/08 às 22:04
Pô Zé Pequeno, não sabia que André Prety frequentava a Cidade de Deus.
1/07/08 às 10:52
Reinaldo: um jornalista que pensa mais do que fala, além de ser verdadeiramente culto.
1/07/08 às 10:54
Reinaldo está certo.
1/07/08 às 11:22
João vc não sabe o que diz, deve ser da turma da Micarla, Reinaldo agrediu um companheiro de redação publicando comentários agressivos contra Petry.
Não meta sua colher em assunto que não domina. Quem avisa, amigo é.
1/07/08 às 11:56
Frescurinha monumental ficar discutindo a briguinha do Reinaldo Azevedo com o André Petry, além dos penduricalhos, precisa conhecer pessolamente e ter trabalhado com o cara prá se habilitar na discussão?
Os jornalistas da terrinha estão no mínimo se dando uma importância que não se vê a olho nu, ególatras!
1/07/08 às 15:32
Caro Ailton, a turma de Micarla como voce diz, não usa pseudônimos. Encara de frente.
5/07/08 às 13:54
O positivismo de André Petry é potencialmente genocida.
Não sei se André Petry é ateu. Mas, ainda que não o seja de fato, ele é, pelo menos, um “ateu-lógico”, posto que as posições por ele defendidas só se justificam dentro de um universo onde não haja Deus. A quarta via tomista – quarta via sumitur ex gradibus qui in rebus inveniuntur – para provar a existência de Deus refere-se, exatamente, aos graus de perfeição que existem nos entes. De maneira sucinta, argumenta o Aquinate que duas coisas só podem ser comparadas se houver um referencial de comparação; assim, um ser é mais belo do que outro porque há um referencial de Beleza, Absoluto, do qual as coisas aproximam-se mais ou menos. E este Absoluto é Deus.
É fácil perceber que o positivismo jurídico conduz ao ateísmo pelo menos prático; afinal, qual seria a razão de se adotar como critério de Justiça a “definição da Sociedade” se houvesse a Suma Justiça à qual recorrermos? Se é preciso recorrer à arbitrariedade, é porque não há absolutos. Se o Direito é positivista, é porque ele reconhece (ao menos) implicitamente que não há Deus. E, se as pessoas vivem em uma sociedade atéia, elas fatalmente perderão de vista o Absoluto e tenderão cada vez mais para a arbitrariedade – como conseqüência, cada vez mais a sociedade, elevada ao patamar de Magistério Infalível para definir o certo e o errado, vai degenerar no caos e na barbárie, porque, sem absolutos, vale a lei do mais forte – e sempre é só uma questão de tempo até os “mais fortes” descobrirem isto.